O enredo era digno de um filme de ação. Depois de uma época em que os seus McLaren dominaram por completo a concorrência, os dois pilotos da escuderia britânica, Niki Lauda e Alain Prost, chegavam à última prova do ano com hipóteses de serem campeões do Mundo. O palco para a disputa final era outro foco importante nesta história: o estreante autódromo do Estoril, 25 anos depois de Portugal ter recebido o seu último Grande Prémio de Fórmula 1, com 40 mil espectadores nas bancadas. O DN acompanhou tudo a par e passo, dos primeiros treinos ao dia da prova..A 21 de outubro de 1984, Alain Prost entrou na pista a correr atrás do prejuízo e fez tudo o que podia para ultrapassar Lauda no topo da classificação. O francês ganhou a corrida (liderou-a desde a 8.ª volta, após ter partido da grelha apenas atrás de Keke Rosberg, da Williams) e durante um pedaço da prova até teve o campeonato nas mãos. No entanto, a desistência de Nigel Mansell (Lotus-Renault), devido a uma falha nos sistema de travões, abriu passagem a Niki Lauda e ao austríaco bastou o segundo lugar no Estoril para festejar o seu terceiro título mundial. Prost também lá chegaria, indo até mais longe. Somou quatro campeonatos (1985, 1986, 1989, 1993) e todos eles passaram pelo circuito do Estoril, que recebeu 13 Grandes Prémios consecutivos até 1996..Autódromo do Algarve é a praia de Hamilton, que por lá bateu o recorde de Schumacher em tempos de covid-19.Lotus de Ayrton Senna volta a correr no Estoril 40 anos após vitória histórica