Serralves diz que não censurou obras de Mapplethorpe

Fundação diz que "desde o início, a proposta da exposição foi apresentar as obras de cariz sexual explícito numa zona com acesso restrito". Não comenta demissão do diretor

A Fundação de Serralves nega que tenha proibido a exposição de algumas obras de Robert Mapplethorpe, na exposição inaugurada na quinta-feira, por terem cariz sexual explícito. A alegada censura levou à demissão do diretor, João Ribas.

"A Administração de Serralves não retirou nenhuma obra da exposição. Desde o início, a proposta da exposição foi apresentar as obras de cariz sexual explícito numa zona com acesso restrito", explica o conselho de administração, em comunicado.

Sublinha ainda que a exposição é composta por "159 obras do autor, todas elas escolhidas pelo curador desta apresentação", que foi o próprio direto do museu, João Ribas. Quanto à demissão, não há qualquer comentário.

Segundo o jornal Público, a exposição, a primeira exposição em Portugal do artista norte-americano Robert Mapplethorpe (1946-1989), abriu com menos 20 fotografias do que as 179 inicialmente anunciadas por Ribas.

A Fundação salienta que Serralves é recebe "anualmente por quase um milhão de pessoas de todas as origens, idades e nacionalidades, incluindo milhares de crianças e centenas de escolas" e que portanto entendeu "que o público visitante deveria ser alertado para esse efeito, de acordo com a legislação em vigor".

O aviso, no entanto, consiste numa folha de papel A4 afixada na porta, alertando para a "dimensão provocatória e o carácter eventualmente chocante da sexualidade contida em algumas obras expostas". A referência é à sexualidade sadomasoquista.

João Ribas foi nomeado quatro anos depois de ter sido apresentado como diretor adjunto do Museu de Serralves.

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