Vêm vestidos a rigor e por isso sabemos que são fãs de Katy Perry, uma das cabeças de cartaz do Rio in Rio Lisboa neste sábado, 20 de junho, um dia dedicado ao pop. Sandro Dias vem de Almada acompanhado da mãe, Graça Laneiro, e o amigo Lukki Misterin. É a terceira vez que Sandro assiste a um concerto de Katy Perry, sempre acompanhado da mãe. "A primeira vez foi no Rock in Rio, há oito anos, agora é a terceira, e a segunda foi em França." "É uma artista do início ao fim, em performance, em voz, em looks, tudo!" "Ela canta muito bem, a Katy, adoro-a", reforça Graça Laneiro.Para Lukki Misterin, que vem da Costa da Caparica, será a primeira vez que assistirá a um concerto de Katy Perry e a presença no Rock in Rio é também uma estreia. "Eu estou esperando o Pedro Sampaio, o nosso representante aqui, que eu acho que vai deitar o Rock in Rio abaixo", antecipa. "Não gostei muito do Palco [Mundo] este ano, porque está muito alto, para ficar muito à frente não dá. E a relva podia ter sido cortada mais recentemente. Mas o resto está maravilhoso, tem muitas bancas para ganhar prémios, há muita comida, água de graça, que acho que antigamente não tinha, portanto está muito bom mesmo", diz Sandro Dias.Estão numa fila no stand da Sociedade Ponto Verde, "para ganhar uma viagem para o Brasil". Ivone Fernandes vem de Viana do Castelo, está no Rock in Rio a festejar os 60 anos neste dia, foi um presente que recebeu, mas costuma vir sempre ao festival. Vem com a prima, Maria Nicolau. O primeiro nome do cartaz que mencionam é o de Kate Perry, mas também perguntamos o que pensam fazer para além da música e a resposta sai pronta: "Beber". "Continuo a não achar piada nenhuma a este recinto, era muito melhor quando era na Bela Vista, fui lá ver os Queen, e acho que é uma magia diferente. Aqui tem pouca sombra, poucos sítios onde as pessoas se possam sentar, não há só jovens....E acho que devia haver sítios com sombras para as pessoas poderem descansar um bocado". Cruzamo-nos com Roberta Medina, e perguntamos como avalia estas horas iniciais do evento. "As pessoas estão felizes, está tudo funcionando, ainda ninguém me ligou, eu, nos dias do evento, é só conversar com as pessoas, só chega a mim se houver algum stress". Até às quatro da tarde não tinha havido nenhum. Em todo o recinto veem-se as pessoas a aproveitar todas as sombras, por mínimas que sejam. "A esta hora é mais difícil, quando o sol começa a baixar as estruturas fazem sombra. A gente mais do que duplicou as sombras e as áreas de alimentação, mas é um desafio. Mas na maior parte dos festivais é assim. A Bela Vista era privilegiada nesse aspeto. O projeto do parque já está numa fase mais avançada, e aí tem previsto colocar vegetação. O desafio aqui é que não se pode plantar na maior parte do parque a não ser que suba a terra, o terreno é contaminado, tem tela no chão, então a raiz da árvore morre", diz a responsável do Rock in Rio. Na próxima edição do festival, antecipa Roberta Medina, "já haverá árvores, mas não grandes ainda". Este ano ainda ponderaram colocar estruturas, como tendas, no recinto, mas adianta a vice-presidente do festival, que "financeiramente não foi viável". Era preciso furar e o terreno está protegido devido a contaminação.Roberta Medina diz que hoje estarão 90 mil espetadores e, no total, 100 mil pessoas, com a capacidade totalmente esgotada.(Em atualização) .Rock in Rio Lisboa: Cartaz completo dos palcos e horário dos concertos .Rock in Rio Lisboa reforça plano de mobilidade e apela ao uso de transportes públicos durante o festival.Rock in Rio 2026: está tudo pronto para a "maior edição de sempre"