Os dois funcionários detidos pela PJ devido a irregularidades na bilheteira são do Museu dos Coches
A ação da Polícia Judiciária levada a cabo na segunda-feira num museu em Lisboa decorreu no Museu Nacional dos Coches, confirmou esta terça-feira, 20 de outubro, fonte oficial da Museus e Monumentos de Portugal, que disse terem sido detetadas “irregularidades associadas à bilheteira”.
Questionada pela Lusa, fonte oficial da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP) assinalou que aquela entidade “está a prestar toda a colaboração solicitada pelas autoridades”.
“O processo foi espoletado internamente pela MMP na sequência da deteção de irregularidades associadas à bilheteira, desencadeando os procedimentos legalmente aplicáveis”, explicou a mesma fonte.
A MMP acrescenta ainda manter “total confiança no trabalho desenvolvido pela diretora do Museu Nacional dos Coches e pelos profissionais da instituição que todos os dias trabalham no cumprimento da missão pública do Museu”.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve, na segunda-feira, dois funcionários do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.
Em causa estão crimes de peculato e de falsidade informática e, segundo o comunicado divulgado pela PJ, os detidos são um homem e uma mulher.
Ainda que a investigação da PJ, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, se reporte ao período entre março de 2026 e o dia de hoje, esta polícia admite, no mesmo comunicado, “que a atividade ilícita remonte a data anterior, ainda por apurar”.
Os dois suspeitos, de 48 e 61 anos, “emitiam bilhetes e documentos de faturação com categorias de desconto ou de gratuitidade, em situações não abrangidas pelo regime de gratuitidade em vigor, apropriando-se indevidamente dos valores pagos pelos visitantes do museu”, acrescentou a PJ.
As detenções da operação 'Free Pass' foram feitas no âmbito de quatro mandados de busca - domiciliária e não domiciliária -, na Área Metropolitana de Lisboa, com a participação de nove inspetores, quatro especialistas de polícia científica da PJ e um magistrado do Ministério Público.

