O cantor Luís Represas, um dos fundadores dos Trovante, morreu esta quarta-feira, 22 de julho, aos 69 anos. Uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, morreu vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava, Sons em Trânsito.Em 1976, juntamente com João Gil e Manuel Faria, foi um dos fundadores do grupo responsável por vários êxitos como Balada das Sete Saias, Perdidamente e 125 Azul. Após o fim dos Trovante, em 1992, Luís Represas seguiu uma carreira a solo, com Feiticeira e Da Próxima vez entre os principais sucessos do cantor e compositor. Este ano, em março, o grupo voltou a reunir-se para concertos em Lisboa e no Porto..Luís Represas tinha agendado para abril de 2027 concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto para comemorar os 50 anos de carreira.."Partiu o homem. Ficou a voz", lamenta o Presidente da República."Há vozes que não pertencem apenas a quem as canta. Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo", começa por afirmar o Presidente da República, em reação à morte do cantor e compositor.Para António José Seguro, "a partida do Luís Represas não encontrará silêncio". "Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu", lê-se na nota divulgada no site da Presidência da República."Partiu o homem. Ficou a voz", conclui o chefe de Estado.."Uma das nossas maiores referências musicais", destaca primeiro-ministro.O primeiro-ministro recorda Luís Represas como "uma das nossas maiores referências musicais". "A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de 'sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente'", escreveu Luís Montenegro na mensagem divulgada nas redes sociais, fazendo referência à música Perdidamente.O chefe de Governo expressa "à família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra" as "mais sentidas condolências"..Também a ministra da Cultura, Juventude e Desporto lamentou a morte de Luís Represas "no ano em que celebrava 50 anos de carreira". "Desaparece uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea, além de um talentoso compositor. A solo e com os Trovante, deixa uma marca inesquecível na nossa memória coletiva", destacou Margarida Balseiro Lopes.. Em atualização.Trovante voltam a juntar-se em palco em 2026 para concertos em Lisboa e no Porto