Jimmy Kimmel critica Trump e Melania nos Óscares de cinema documental
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Jimmy Kimmel critica Trump e Melania nos Óscares de cinema documental

Comediante ironizou sobre o facto de o filme da mulher do presidente dos EUA não ter sido nomeado.
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Mr. Nobody Contra Putin e All the Empty Rooms são os vencedores dos Óscares de cinema documental, anunciados pelo apresentador e humorista Jimmy Kimmel, na cerimónia da Academia de Hollywood a decorrer em Los Angeles.

All the Empty Rooms, de Joshua Seftel e Conall Jones, venceu o Melhor Curta-metragem Documental, e Mr. Nobody Contra Putin, David Borenstein, Pavel Talankin, Helle Faber e Alžběta Karásková, o Óscar de Melhor Documentário.

Durante o anúncio, Jimmy Kimmel elogiou o cinema da realidade, sem artifícios nem censura, apontando à Presidência dos Estados Unidos.

Kimmel ironizou sobre o facto de "o filme da mulher [do presidente]", que mostra "escolhas de sapatos na Casa Branca", não ter sido nomeado, numa alusão a Melania. "Ele vai ficar furioso? A mulher dele não foi nomeada para isto?", perguntou Kimmel, sem mencionar Trump.

O apresentador contrapôs ainda a natureza do cinema documental à "Coreia do Norte... e à CBS".

No ano passado, a estação norte-americana de televisão admitiu pagar uma indemnização a Donald Trump, na sequência de uma missão do programa 60 Minutos, e no mês passado não transmitiu uma entrevista ao candidato democrata James Talarico, nas primárias do Senado pelo Texas, gravada para o "Late Show" de Stephen Colbert.

Em setembro, a ABC retirou temporariamente o programa “Jimmy Kimmel Live!” do ar, depois de o humorista ter dito, durante o seu monólogo, que os republicanos estavam a tentar tirar partido político da morte do 'influencer' conservador Charles Kirk.

Batalha Atrás de Batalha venceu o Óscar de Melhor Filme, na cerimónia realizada na madrugada desta segunda-feira. O filme reflete a vontade de recuperar “o senso comum e a decência”, disse o realizador Paul Thomas Anderson, que também recebeu o Óscar de Melhor Realização, na sala de entrevistas dos Prémios da Academia. 

“O nosso filme tem, obviamente, uma quantidade de paralelos com o que está a acontecer nas notícias todos os dias”, afirmou. “Reflete o que está a acontecer no nosso mundo”, disse o cineasta, que também recebeu o Óscar de Melhor Argumento Adaptado pela história que envolve revolucionários, imigrantes ilegais, supremacistas e corrupção nas autoridades. 

“Não sei para onde vamos, mas sei que o final do filme é a nossa heroína Willow a partir para continuar a lutar contra as forças do mal”, apontou. 

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A noite dos três Óscares para Paul Thomas Anderson (com Ted Sarandos na plateia...)

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