Dino D'Santiago tem disco novo: "Kriola" é uma prenda para o pai e uma homenagem à mãe

Disponível nas plataformas digitais, o novo disco de Dino D'Santiago é uma cachupa feita de vários ritmos africanos. Para dançar no recolhimento da quarentena.

Dino D'Santiago mostrou Kriolu pela primeira vez na noite de quinta-feira, durante a festa de aniversário de Branko no Instagram. Foi assim que ficámos a saber que o tema, criado em parceria com Julinho KSD, era o primeiro do novo disco que iria ficar disponível esta sexta-feira: chama-se Kriola, assim mesmo no feminino, e tem oito temas, na sua maioria cantados em crioulo e muito inspirados nos ritmos africanos, convidando ainda mais à dança do que já acontecia no Mundu Nôbu, o anterior disco de Dino.

Lançar um disco a meio de uma quarentena pode parecer estranho, uma vez que não há possibilidade de o tocar por esses palcos fora, mas para o músico faz todo o sentido pois este Kriola é, na verdade, uma homenagem à sua família: "Quando decidi lançar o álbum não foi a pensar na quarentena mas sim mas no quanto me custa estar longe da minha família. O dia 3 é um dia simbólico para mim porque é o dia em que o meu pai celebra o seu aniversário e neste momento a única maneira de estar mais perto dele é com a música", explica numa breve declaração ao DN. "E o álbum tem um título feminino porque o meu pai sempre disse aos filhos que quando decidíssemos dar-lhe alguma coisa devíamos antes dá-la à minha mãe, ele preferia que assim fosse."

Então, aqui está Kriola, "uma cachupa instrumental [que] desta vez viajou do batuku ao ozonto, da coladera ao grime, sempre com o tempero final dado pelo funaná que descansa no arriscar de um tarraxo", segundo comunicado de imprensa. Ou, como explica Dino D'Santiago, este disco chama-se assim porque "o crioulo é resultado da mistura, não é nem o branco nem o preto".

O músico de Quarteira que em janeiro subiu ao palco do Coliseu dos Recreios para cantar Sôdade com Madonna vê este disco acima de tudo como uma homenagem às suas raízes, uma vez que é filho de cabo-verdianos: "É uma homenagem a uma cultura, a uma revolução, a uma cidade, uma mulher, tudo em que a expressão crioula se possa desdobrar."

Quanto ao single, que já tem videoclipe assinado por João Pedro Moreira, é uma parceria com Julinho KSD, um dos jovens rappers portugueses com mais sucesso em 2019, autor do tema Sentimento Safari, e que aqui se aventura por outros ritmos:

Dino explica como tudo se passou: "Para mim foi enriquecedor trabalhar com o Julinho neste funaná, que foi produzido pelo Branko e o Pedro, e tem um tempero especial porque na altura eu perguntei-lhe qual era o género musical preferido da sua mãe e ele disse que era o funaná. Então, disse-lhe eu, vamos homenagaer a tua mãe e vamos cantar juntos este funaná."

Dino espera que "as pessoas que estão a escutar este disco não pensem quarentena mas estejam felizes com os seus, recolhidos mas felizes, e que esta quarentena sirva para a reedificação de cada um de nós"

Ouçam Kriola:

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