Premium Camila Cabello, Julinho KSD e Billie Eilish. Que música é esta que andamos a ouvir?

Ouvimos mais música mas compramos menos discos. Na era digital, há espaço para os hits globais e para os artistas nacionais. Porque terça-feira é Dia Mundial da Música, olhámos para os tops e pusemos os phones nos ouvidos.

Em média, ouvimos cerca de 18 horas de música por semana, diz-nos uma sondagem recente realizada a 34 mil pessoas em 21 países. Um número que tem vindo a aumentar. Ouvimos música em casa. Ouvimos no carro. Também nos cafés, nas lojas, nos elevadores, nos parques de estacionamento, nas esplanadas, em todo o lado. É impossível escapar-lhe. Ouvimos música com phones. Cada vez mais com phones (auscultadores) ligados a computadores, a tablets ou a telemóveis. Cada vez mais ligados a telemóveis (na faixa etária dos 14-24 anos, os smartphones são já responsáveis por 44% do consumo de música). Ainda ouvimos rádio. Mas ouvimos cada vez mais ficheiros digitais e cada vez menos discos (em vinil ou em CD). Ouvimos cada vez mais canções soltas do que álbuns.

Os números não enganam. De acordo com o último Global Music Report, publicado em abril, as receitas do streaming (música ouvida em plataformas digitais) corresponderam em 2018 a quase metade das receitas mundiais do negócio da música. No ano passado houve 255 milhões de utilizadores de serviços de streaming pagos. Esse número continua a aumentar, ao contrário do valor das receitas obtidas através de vendas físicas (um decréscimo de 10% em 2018) e das vendas de donwloads (diminuíram 21%).

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