Cantor R. Kelly foi acusado de dez crimes de abuso sexual

Os crimes terão acontecido entre 1998 e 2010 e envolvem quatro vítimas, das quais três serão menores. Aos 52 anos, não é a primeira vez que o cantor é relacionado com este tipo de crimes. Foi preso em 2002 num caso de pornografia infantil, mas absolvido alguns anos depois

O músico norte-americano R. Kelly foi acusado de 10 crimes de abuso sexual agravado, revelaram esta sexta-feira as autoridades de Cook County, no Illinois, EUA. O músico terá de comparecer em tribunal já no próximo sábado e foi emitida uma ordem de captura, devido aos crimes que terão acontecido entre 1998 e 2010.

Segundo a CNN, existem quatro vítimas e três têm idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos. Não é conhecida a idade da outra vítima, por enquanto. Numa possível condenação, o cantor que saltou para a fama com a canção "I Believe I can Fly" pode enfrentar uma pena que vai no máximo até sete anos de prisão por cada acusação. Na acusação, decidida por um júri, é referido que o cantor usou força ou ameaça de força. Este júri, segundo a mesma televisão, reuniu-se em Cook County no início do mês devido a novas alegações contra o artista de 52 anos

A CNN relata ainda que teve acesso a uma cassete, que foi entregue por advogados às autoridades, que mostra Robert Sylvester Kelly, verdadeiro nome de R. Kelly, a ter relações sexuais com uma rapariga menor, alegadamente com 14 anos. Sobre o vídeo, que tem 42 minutos e é explícito, segundo a CNN, os representantes do cantor disseram no início do mês que não era do seu conhecimento que a cassete existisse e tivesse sido entregue.

Já não são de agora os casos em que R. Kelly é acusado, e processado, por mulheres que afirmam que tiveram relações sexuais com o músico quando eram menores. Na maioria dos casos, as polémicas foram resolvidas fora dos tribunais.

Em 2002, no entanto, R. Kelly foi mesmo preso devido a um caso de pornografia infantil, mas foi absolvido seis anos depois. Em 2017, surgiram acusações de que existira um culto, em que mulheres eram aprisionadas, abusadas e controladas pelo cantor, depois de uma reportagem do Buzzfeed.

No início de 2019, um documentário de seis horas da Lifetime, chamado "Surviving R. Kelly", mostrava os relatos de várias mulheres, que alegaram terem sofridos abusos às mãos do cantor.

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