Ator Cuba Gooding Jr. é acusado de assédio sexual

Mulher apresentou queixa contra o ator que, acusa, lhe terá "apalpado os seios" num bar em Manhattan. Cuba Gooding Jr. nega acusações

Foi pelo próprio pé que o ator norte-americano deslocou-se esta quinta-feira ao Departamento de Polícia de Nova Iorque. Cuba Gooding Jr. apresentou-se às autoridades para responder a uma acusação de má conduta sexual que terá praticado num bar em Manhattan. Uma mulher alega que ele a tocou inapropriadamente. A estrela de cinema nega as acusações.

O oscarizado ator - recebeu a estatueta dourada de Melhor Ator Secundário pela atuação no filme Jerry Maguire - entregou-se à polícia depois de uma mulher, de 29 anos, apresentar queixa. A alegada vítima afirma que Gooding Jr. lhe "apalpou os seus seios" sem o seu consentimento quando os dois estavam num bar em Nova Iorque, no domingo passado.

Depois de ser ouvido pelas autoridades, o ator foi acusado, informou o gabinete de relações públicas do Departamento de Polícia de Nova Iorque. Aos jornalistas que estão a acompanhar o caso, o advogado de Cuba Gooding Jr. afirmou estar "confiante" de que o seu cliente vai ser ilibado. Revelou que o ator vai declarar-se inocente perante o tribunal.

Mark J. Heller afirmou ainda que não há nenhuma culpabilidade criminal a ser atribuída ao seu cliente. O advogado manifestou-se mesmo "chocado e horrorizado" pelo facto de avançarem com o processo judicial depois de ter sido apresentado à polícia um vídeo da vigilância do bar no qual, defendeu, não há nenhum comportamento criminoso de Cuba Gooding Jr.

Caso não é único

Ainda esta semana, escreve a imprensa norte-americana, outra mulher fez a mesma acusação ao ator reportando-se a uma situação que terá acontecido em 2008..

O ator interpretou O.J. Simpson na série The People v. O.J.Simpson: American Crime Story, que recria o famoso caso do jogador de futebol americano acusado de assassinar sua ex-mulher, Nicole Brown. Interpretação que lhe valeu uma nomeação para um Emmy.

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Clima: mais um governo para pôr a cabeça na areia

Poderá o mundo comportar Trump nos EUA, Bolsonaro no Brasil, Erdogan na Turquia e Boris no Reino Unido? Sendo esta a semana do facto consumado do Brexit e coincidindo com a conferência do clima da ONU, vale a pena perguntarmos isto mesmo. E nem só por razões socioideológicas e políticas. Ou sobretudo não por estas razões. Por razões simples de simples sobrevivência do nosso planeta a que chamamos terra - porque é isso que é fundamentalmente: a nossa terra. Todos estes líderes são mais ou menos populistas, todos basearam as suas campanhas e posteriores eleições numa visão do mundo completamente conservadora - e, até, retrógrada - do ponto de vista ambiental. E embora isso seja facilmente explicável pelas razões que os levaram à popularidade, é uma das facetas mais perigosas da sua chegada ao poder. Vem tudo no mesmo sentido: a proteção de quem se sente frágil, num mundo irreconhecível, em acelerada e complexa mudança, tempos de um paradigma digital que liberta tarefas braçais, em que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, em que os jovens podem saber mais do que os mais velhos... e em que nem na meteorologia podemos confiar.

Premium

Pedro Lains

Boris Johnson e a pergunta do momento

Afinal, ao contrário do que esperava, a estratégia do Brexit compensou, isto é, os resultados das eleições desta semana deram uma confortável maioria parlamentar ao homem que prometeu a saída do Reino Unido da União Europeia. A dimensão da vitória põe de lado explicações baseadas na manipulação das redes sociais, da imprensa ou do eleitorado. E também põe de lado explicações que colocam o desfecho como a vitória de uma parte do país contra outras, como se constata da observação do mapa dos resultados eleitorais. Também não se pode usar o argumento de que a vitória dependeu de um melhor uso das redes sociais, pois esse uso estava ao alcance de todos e se o Partido Trabalhista não o fez só ele pode ser responsabilizado. O Partido Conservador foi mais profícuo em mentiras declaradas, mas o Partido Trabalhista prometeu coisas a mais, o que é diferente eticamente, mas não do ponto de vista da política eleitoral. A exceção, importante, mas sempre exceção, dada a dimensão relativa da região, foi a Escócia, onde Boris Johnson não entrou. Mas a verdade é que o Partido Conservador conseguiu importantes vitórias em muitos círculos tradicionalmente trabalhistas. Era nessas áreas que o Manifesto de esquerda tradicional teria mais hipóteses de ganhar, pois são as áreas mais afetadas pela austeridade dos últimos nove anos. Mas tudo saiu ao contrário. Porquê?