A ARCOlisboa abriu ontem com a presença da ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que iniciaram a visita ao evento que decorre na Cordoaria Nacional pela exposição Timescape do artista Jorge Martins, no Torreão Nascente. A governante e o autarca, entre outras personalidades da vida cultural nacional, percorreram a mostra com 60 obras e trocaram palavras com o artista, de 86 anos. Óscar Faria, o curador da exposição de Jorge Martins, revela que a ministra da Cultura perguntou ao artista qual dos quadros ali expostos era o seu preferido. O artista diz que não tem nenhum preferido, mas escolheu um quadro em óleo sobre tela cujo título dá o nome à exposição. Começou a ser feito em 2009 e foi concluído este ano. Diz Jorge Martins que as obras expostas são recentes, foram criadas desde pandemia. “O que me interessa na arte é criar qualquer coisa que seja mais forte do que a realidade. Portanto, uma metarrealidade. É uma ambição excessiva, mas sem ambição excessiva não se faz nada, não vale a pena”, diz o artista ao DN. . A comitiva oficial continuaria depois a visita ao resto da feira, nesta 9ª edição com 84 galerias de 18 países, a maioria portuguesas (30) e espanholas (18). Ontem a feira foi só para profissionais, mas a partir de hoje e até domingo, quando encerra, está aberta ao público a partir das 14 horas, com entrada gratuita para até aos 25 anos. Fotogaleria com o olhar de Leonardo Negrão