A Galeria Municipal do Porto (GMP) apresentou esta quarta-feira, dia 4 de fevereiro, a sua programação para 2026. O novo ciclo expositivo começa a 14 de março com a inauguração de duas exposições individuais e a exibição de trabalhos de cinco artistas no âmbito da iniciativa Comissões, destinada a apoiar a criação de obras inéditas. Mauro Cerqueira, Joana Escoval, Sara Graça, Catarina Miranda e Mariya Nesvyetaylo são os nomes que participam na primeira edição. Uma das exposições individuais será Colapso, de Silvestre Pestana, com curadoria de João Laia, e a outra será Pele do Mar da artista multidisciplinar luso-moçambicana Eunice Pais, com curadoria de Patrícia Coelho. Ambas as mostras estarão patentes até 14 de junho. . De16 de maio a 16 de outubro o terreiro em frente à GMP acolhe uma instalação ao ar livre da artista mexicana Pia Camil. Será uma instalação têxtil de grande escala, composta por peças de roupa em segunda mão recolhidas em diálogo com a população da cidade do Porto, explica a galeria. Entre 11 de julho e 18 de outubro, o artista lituano Augustas Serapinas fará na GMP a sua primeira exposição em Portugal. Será uma instalação de grande escala que vai transformar a galeria num espaço entre um ginásio e um gabinete de desenho. Nesse mesmo período a artista conceptual argelina Lydia Ourahmane criará a instalação e performance Per Voce, em colaboração com a sua irmã compositora e música, Sarah Ourahmane, e intérpretes invisuais.No final do ano, a partir de 21 novembro e até 21 fevereiro de 2027, a Galeria Municipal do Porto exibirá o trabalho da artista Isabel Carvalho e de Basel Abbas e Ruanne Abou-Rahme, descritos como "uma das duplas mais proeminentes na experimentação do som e imagem no campo da arte contemporânea". Em 2026 a GMP continuará também com os programas públicos, como o Abril Febril, Fogo Fátuo, Coletivos Pláka, Circuitos'26, Hora de Ponta, Conversas de Galeria e Escuta Ativa.Na conferência de imprensa de apresentação da nova programação da GMP, que contou com a presença de Jorge Sobrado, vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, e de João Laia, diretor artístico da Direção de Arte Contemporânea da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, foi revelado que o número de visitantes e participantes da galeria aumentou 134% em 2025 face ao ano anterior para 180.644 pessoas. .Nesta altura e até meados deste mês continuarão patentes as exposições Estado de Espírito, dos artistas Mariana Caló e Francisco Queimadela; Recursões: uma cartografia de territórios inacabados, de Kiluanji Kia Henda com Flávio Cardoso, Lilianne Kiame e Raul Jorge Gourgel; e Aprender a ensinar, ensinar a aprender, de Elvira Leite. .O ano em que o húngaro Arpad Szenes terá uma exposição só dele.Pedro Caldeira Cabral: “A música não tem fronteiras. Recebemos influências de vários países”