Mulheres na menopausa ou que foram mães há pouco tempo são mais vulneráveis à covid-19

A investigação da Universidade Internacional da Florida indica que há um maior risco de infeção e de mortalidade em mulheres na menopausa, que foram mães recentemente ou com síndrome dos ovários poliquísticos

Há mulheres que são mais vulneráveis do que outras à covid-19. A conclusão é da investigação da faculdade de Medicina Herbert Wertheim (HWCOM), da Universidade Internacional da Florida, publicada esta quarta-feira. O estudo sugere que as mulheres na menopausa, as que foram mães recentemente e com síndrome dos ovários poliquísticos têm um risco maior de contrair a infeção pelo SARS-CoV-2. É necessário, no entanto, mais investigação, sobre esta temática.

Com base na análise de mais de 100 estudos e de dados por sexo sobre a covid-19, as estudantes do quarto ano de Medicina da faculdade, Chitra Gotluru e Allison Roach, descobriram que "certas mulheres tinham a [taxa] de mortalidade mais elevada".

Os resultados do estudo, publicadas na edição de março da revista Obstetrics and Gynecology, indicam que as "mulheres que acabaram de dar à luz, mulheres na menopausa e possivelmente mulheres com síndrome dos ovários poliquísticos parecem ser mais vulnerável à infeção pelo novo coronavírus".

Embora o sistema imunológico das mulheres possa oferecer alguma proteção no combate às infeções, a situação altera-se mediante determinadas condições.

Alguns dos casos mais graves da doença ocorreram no pós-parto, segundo investigação

"Parece que o estrogénio, e possivelmente a progesterona, pode ter um efeito protetor nas mulheres, que é perdido na menopausa", explicou a autora sénior do estudo, Carolyn Runowicz , professora de obstetrícia e ginecologia e reitora executiva da HWCOM. Isto porque durante a menopausa os níveis de estrogénio e progesterona diminuem.

A investigação levou as autoras a concluir que "para as mulheres, há um aumento inicial na letalidade associada à covid-19, que começa aos 50 anos, coincidindo com a idade da menopausa", e com uma diminuição nos níveis hormonais.

De acordo com o estudo, alguns dos casos mais graves da doença provocada pelo novo coronavírus ocorreram no pós-parto, altura em que os níveis de estrogénio e progesterona diminuem quando antes, na gravidez, são elevados.

Devido a uma maior incidência de fatores de risco, como doenças cardíacas, hipertensão e diabetes, "os pacientes com síndrome dos ovários poliquísticos podem ter, em teoria, maior risco de contrair o vírus".

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