Coleção de moedas do Novo Banco à disposição dos académicos

Novo Banco e Universidade Nova de Lisboa assinam acordo para estudar coleção de cerca de 13 mil moedas

As cerca de 13 mil moedas que compõem a coleção Novo Banco Numismática passam a estar disponíveis para investigação a partir de hoje, dia em que a instituição bancária e a Universidade Nova de Lisboa - FCSH assinam um protocolo para disponibilizar este acervo para projetos académicos.

"Este protocolo de cooperação prevê, entre outros, o incentivo e promoção da investigação e produção de trabalhos conjuntos nas áreas em questão, a colaboração no estudo e divulgação da Coleção e promoção de visitas ao Museu dentro do programa de estudos e investigação da NOVA FCSH", segundo um comunicado do Novo Banco. "Serão ainda difundidos, por ambas as partes, documentos e publicações de interesse comum relacionados com a numismática e editados por qualquer uma das entidades, e a colaboração na promoção de exposições."

Este acordo celebrado com a Universidade Nova de Lisboa - FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) insere-se no projeto do Novo Banco Cultura para "disponibilizar à fruição pública o património cultural e artístico do Novo Banco".

A coleção de numismática, que pode ser visitada por marcação, encontra-se num antigo cofre da sede do Novo Banco e foi adquirida pelo BES, ainda liderado por Ricardo Salgado, ao empresário Marques da Costa, fundador da Lusiteca, a fábrica de pastilhas Gorila.

O colecionador começou a reunir moedas ainda na década de 70, e numa visita à Feira da Ladra, e tornou-se num dos mais importantes enriquecida com exemplares raros a partir dos anos 80.

Com cerca de 13 mil moedas, e outros 4 mil itens em notas e cédulas, a coleção iniciada por Carlos Marques da Costa reúne 90% das moedas alguma vez cunhadas em Portugal", de acordo com a sua conservadora Isabel da Cunha Reis. Começa com exemplares dos suevos e visigodos, passa pela primeira moeda cunhada em Portugal e termina na última a ser cunhada antes da entrada em circulação do euro (2001). A mais rara, e valiosa, é aquela que representa a coroação de D. Pedro, imperador do Brasil, de 1822, da qual só se conhecem 16 exemplares.

O Novo Banco Cultura reúne a coleção de pintura, de fotografia contemporânea e a biblioteca de estudos humanísticos, além das coleção de numismática.

A primeira obra a ser emprestada foi um quadro com uma vista anterior ao terramoto de 1755. Está atualmente em exposição no Museu Nacional dos Coches. Castelo Branco foi a segunda cidade a receber uma obra - uma natureza morta com flores, do século XVII, que está atualmente no Museu Francisco Tavares Proença.

A instituição financeira está em negociações com o ministério da Cultura para que a coleção de fotografia contemporânea possa ser mostrada no Convento de São Francisco, em Coimbra.

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