Portuguesa assassinada tinha herança de milhões

Polícia quer ouvir Duarte Lima, que era advogado da vítima  e esteve com ela horas antes do homicídio ocorrido em Dezembro.
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A polícia brasileira quer ouvir Duarte Lima, advogado, antigo líder parlamentar do PSD, a propósito do homicídio de Rosalina da Silva Cardoso Ribeiro, portuguesa de 74 anos, ocorrido a 7 de Dezembro a 90 quilómetros da Praia do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde residia . A vítima disputava uma herança com a filha do seu companheiro, Lúcio Feteira, empresário português falecido em 2000, aos 98 anos, tendo deixado uma enorme fortuna. O advogado, que defendia os interesses de Rosalina Ribeiro em Portugal, encontrou-se com ela no Brasil horas antes da tragédia. Entretanto, já se disponibilizou para ser ouvido deste lado do Atlântico por carta rogatória.

Segundo conta o jornal brasileiro Extra Online, Rosalina Ribeiro foi morta a 7 de Dezembro com dois tiros, na testa e no peito, à queima-roupa, com um revólver calibre 38. Os assassinos não tocaram nem no relógio de pulso, nem nos dois anéis ou no par de brincos da vítima. Levaram somente todos os documentos.

O corpo foi abandonado numa sucata de carros roubados e só foi encontrado na manhã do dia seguinte, 8 de Dezembro, por uma equipa de guardas municipais. O cadáver foi levado para o Instituto de Medicina Legal de Cabo Frio, e ali ficou durante 12 dias à espera de ser identificado. Rosalina foi sepultada a 22 de Dezembro no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

A portuguesa seria a única herdeira de um espólio de mais de 34 milhões de euros só no Brasil, sem contar os milhões de euros, imóveis e indústrias na Europa.

Porém, surgiu a reivindicar parte da fortuna uma mulher que se diz filha legítima do seu companheiro falecido em 2000 com 98 anos - o milionário português Lúcio Tomé Feteira, dono do terreno onde foi construído o autódromo do Estoril. O empresário, para além de detentor de uma patente na área de vidros, dedicava-se à construção civil. Em Portugal terá construído pelos menos 32 prédios. Tinha também empresas em França e Inglaterra. O seu único filho, com necessidades especiais, faleceu em 1975. A sua mulher também há tinha falecido. Para herdar a fortuna sobrava Rosalina, que após ter ficado viúva, aos 34 anos, foi trabalhar para o empresário como sua secretária, acabando sua companheira durante mais de 30 anos.

Desde 2000 que a vítima disputava a herança com Olímpia de Azevedo Tomé Feteira, nascida em 1941 fruto de uma relação extrasurgido, entretanto, a reivindicar os seus direitos de filha legítima. No dia 7 de Dezembro, Rosalina marcou uma reunião com Duarte Lima, que representa os seus interesses na Europa. O causídico estava no Brasil e reuniu-se com a sua cliente, conforme o próprio admitiu em fax enviado à polícia brasileira, tendo-se disponibilizado para ser ouvido em Portugal por carta rogatória. O ex-deputado terá sido das últimas pessoas a ver Rosalina com vida porque, duas horas após a reunião, a 90 quilómetros da residência, apareceu morta com dois tiros. A polícia continua a investigar.

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