Paulo Portas afirmou, ontem, esperar que casos como o do antigo presidente do BCP, Jardim Gonçalves, não voltem a acontecer. O vice-primeiro-ministro considera que "alguma coisa correu mal na supervisão [Banco de Portugal e CMVM], como todos sabemos, e alguma coisa não terá corrido bem no itinerário judicial". Portas afirmou que "os portugueses gostariam de ter garantias - sem explicar de que entidades - de que em assuntos tão sérios como estes se faz justiça, e que este tipo de coisas não volta a suceder". Passos Coelho, no domingo, já tinha manifestado surpresa. "Um cidadão comum não teria conseguido um desfecho destes (...) é preciso corrigir estas injustiças, estas assimetrias, estes acidentes e os privilégios que ainda possam existir na sociedade portuguesa", garantiu. .Ontem, o BE anunciou a chamada da Associação Sindical dos Juízes e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ao parlamento para perceber os motivos das prescrições - o PS já tinha pedido a presença do Conselho Superior da Magistratura (CSM) e o PCP a presença do governador do Banco de Portugal (BdP). O líder parlamentar do CDS garantiu ontem, por seu lado, que viabilizará as audições do CSM e do BdP. O PSD já tinha garantido o apoio a todas a iniciativas para apurar o que se terá passado no caso da prescrição das contraordenações contra ex-dirigentes do BCP..O diretor do Departamento Jurídico do BdP disse, ontem, que "todas as prescrições são preocupantes", mas garantiu que o procedimento sobre o BCP apenas esteve no BdP durante dois anos.