Embaixada pede aos portugueses que deixem "imediatamente" Lviv
A embaixada de Portugal na Ucrânia pediu este sábado aos portugueses que vivem em Lviv, que deixem "imediatamente" a cidade, alertando que a situação "pode vir a agravar-se a qualquer momento".
Lviv é considerada como um dos mais importantes centros universitários da Ucrânia (160 mil alunos) e fica a 80 quilómetros da fronteira com a Polónia e era, até agora, considerada a cidade mais segura da Ucrânia. Muitas embaixadas tinham deslocalizado para lá os serviços há cerca de um mês. E apesar da cidade ainda não ter sido invadida, as sirenes já soaram algumas vezes e cada vez menos espaçadas, segundo relatos de alguns jornalistas no local.
As autoridades locais emitiram alertas e pediram aos cidadãos para procurarem abrigos antiaéreos próximos. "Estão a ser montados postos de controle Lviv e na região. Serão colocados em todas as entradas e saídas da zona territorial de Lviv para verificar todas as pessoas que entram no território", disse em comunicado o prefeito de Lviv, Andriy Sadovyi, revelando ainda que a Rússia estacionou três helicópteros perto da cidade de Brody, na região ocidental de Lviv, e que as forças ucranianas repeliram o ataque - algo que entretanto o Serviço de Segurança do Estado da Ucrânia (SBU) negou.
Em sentido inverso, a embaixada de Portugal na Ucrânia, pediu aos portugueses que estão em Kiev para não tentarem sair da cidade, dado o "agravamento da insegurança": "Aconselhamos os cidadãos portugueses que ainda estejam na cidade a manter-se abrigados."
Após meses de escalada militar e ameaça de invasão da Ucrânia, a Rússia atacou o país na madrugada de quinta-feira (dia 24).

