China vai duplicar professores de mandarim nas escolas portuguesas 

Ensino do mandarim começou no ano letivo 2015/16 em 11 escolas portuguesas. Agora projeto vai contar com o dobro dos professores
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O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou hoje, em Macau, que o Instituto Confúcio se comprometeu a duplicar o número de professores que envia para Portugal para as escolas portuguesas abrangidas pelo projeto-piloto do ensino de mandarim.

"A visita a Pequim foi muito importante", afirmou o ministro da Educação, num balanço da visita a Pequim.

"Tive a oportunidade de estar com o Governo da República Popular da China e de estreitar laços de colaboração. (...) Estivemos com o Instituto Hanban [Instituto Confúcio] que se comprometeu a fortalecer a colaboração e a cooperação que neste momento tem com o Governo português, nomeadamente comprometeram-se a duplicar o número de professores que enviam para Portugal para as tais 12 escolas que estão no projeto-piloto do mandarim", afirmou.

O Ministério da Educação e Ciência tem um protocolo de cooperação com o Hanban --- Instituto Confúcio da República Popular da China, no qual foram definidos os termos da colaboração entre as duas instituições, nomeadamente a cedência graciosa de professores chineses e a sua colocação em escolas portuguesas, de acordo com o despacho, publicado há um ano, em Diário da República, que homologou as orientações curriculares da disciplina de mandarim como língua estrangeira III no currículo dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário.

O ensino do mandarim começou no ano letivo 2015/16 em 11 escolas portuguesas, onde 230 alunos de 14 turmas participaram no projeto-piloto.

Tiago Brandão Rodrigues também participou, em Pequim, na conferência União Europeia-China dos ministros da Educação.

"Tivemos a oportunidade de criar as tais pontes importantes para que os grandes desafios da educação a nível global possam ser tratados também em fóruns desta natureza. Foi muito importante a ida a Pequim", realçou o ministro, que depois de Pequim partiu para Macau, onde faz também uma breve visita.

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