A China anunciou esta quinta-feira a primeira morte de covid-19 nos últimos oito meses, numa altura em que as autoridades sanitárias do país lutam para conter o ressurgimento de casos e se preparam para a chegada de uma equipa de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS)..Mais de 20 milhões de pessoas estão em confinamento no norte da China e uma outra província declarou emergência, depois de o número de casos diários de covid-19 ter aumentado, após vários meses reportando apenas poucos casos..Em grande parte, a China controlou o vírus através de uma série de confinamentos e testagens em massa. No entanto, 138 novas infeções foram reportadas pela Comissão Nacional de Saúde esta quinta-feira - o número mais alto num único dia desde março..As autoridades chinesas não revelaram muitos detalhes sobre o óbito registado, limitando-se a revelar que ocorreu na província de Hebei, onde o governo colocou várias cidades em confinamento..Durante a semana passada, as autoridades lançaram uma campanha de testes em massa e fecharam ligações de transporte, escolas e lojas em Shijiazhuang, a capital de Hebei, que foi o epicentro do último surto. A cidade vizinha Xingtai, onde vivem sete milhões de pessoas, também está fechada desde sexta-feira, bem como os cinco milhões de habitantes da cidade de Langfang..Tendo em conta da subida exponencial no número de infeções, o nordeste de Heilongjiang declarou o "estado de emergência" na quarta-feira, proibiu os 37,5 milhões de residentes de abandonarem a província, a não ser que fosse absolutamente necessário, tendo ainda probido todos os ajuntamentos..Refira-se que, de acordo com os relatórios oficiais, nenhuma morte por covid-19 foi registada na China continental desde maio, sendo que o número oficial de óbitos é agora de 4635..Esta morte surge numa altura em que a China vê a chegada de uma equipa de cientistas da Organização Mundial da Saúde, que iniciará uma investigação politicamente sensível sobre as origens da pandemia covid-19..Esta equipa de 10 pessoas deve chegar nas próximas horas a Wuhan, a cidade central da China onde o vírus foi detetado pela primeira vez no final de 2019..Peter Ben Embarek, líder da equipa, revelou que o grupo começará por cumprir uma quarentena de duas semanas num hotel, um dos requisitos das autoridades chinesas para entrar no país. "Após estas duas semanas, poderemos deslocar-nos e encontrar os nossos colegas chineses pessoalmente e, ainda, ir aos diferentes locais que pretendemos visitar", assumiu. "A ideia é avançar uma série de estudos que já foram desenhados e decididos há alguns meses para nos dar um melhor entendimento do que aconteceu", acrescentou Embarek..Após vários adiamentos, esta visita concretiza-se mais de um ano depois do início da pandemia e no meio de algumas tensões políticas devido às acusações de que Pequim tentou boicotar o projeto da OMS.