A Ana, a Elsa e o adorado Olaf são as novas atrações da Disney Paris, com a abertura, este domingo, 29 de março, de uma nova área temática dedicado ao Mundo de Frozen, o filme de animação que foi um dos maiores e mais recentes sucessos da Disney, embora já tenha passado mais de uma década desde o lançamento do primeiro da saga. Nas imediações do parque, situado nos arredores da capital francesa, nasceu até uma montanha de gelo, no vale da qual está a vila nórdica de Arandelle onde se passava a ação dos filmes, e, claro, o castelo das princesas da história.. A transformação do parque – que é a maior expansão registada nos 34 anos de história da Disneyland Paris - custou mais de 1,7 mil milhões de euros e levou inclusivamente a mudar o nome de um dos dois recintos do complexo de Walt Disney Studios Park para Disney Adventure World.O presidente francês, Emmanuele Macron, visitou a nova atração na sexta-feira e no sábado deu-se a inauguração oficial, com a presença de estrelas internacionais como Penélope Cruz, Naomi Campbell, Teyana Taylor, Isabelle Huppert, Christian Louboutin, Wayne Rooney, e a atuação da cantora francesa Santa.“A Walt Disney Company foi construída sobre o sonho de um homem, e durante mais de 100 anos partilhámos esse sonho com o mundo”, disse Josh D’Amaro, o novo CEO da The Walt Disney Company (tomou posse no dia 18). “Poucas histórias conquistaram fãs em todo o mundo como Frozen”, afirmou ainda. “Desde os ecrãs aos nossos parques, cruzeiros e muito mais, o seu impacto continua a crescer, e com o Mundo de Frozen e o Disney Adventure World, estamos a dar aos visitantes da Disneyland Paris a oportunidade de experienciar esta história de formas totalmente novas”, rematou. .“Com o Disney Adventure World, não estamos apenas a inaugurar um segundo portão renovado na Disneyland Paris; estamos a abrir as portas para uma nova era. Uma era em que os nossos visitantes entram diretamente no coração das histórias que adoram”, disse Natacha Rafalski, presidente da Disneyland.Na véspera, o presidente francês realçara a importância do parque como ativo económico nacional, referindo-se ao mesmo como "o principal destino turístico da Europa" e descrevendo-a como "um verdadeiro ecossistema de sucesso".Segundo dados da Disney citados pela agência Associated Press, o resort emprega agora mais de 20 mil pessoas, sustenta 70 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, e registou mais de 445 milhões de visitas desde 1992 — representando 6,1% da receita turística nacional de França.Curiosamente, quando foi inaugurado, chegou a ser ridicularizado e apelidado de “Chernobyl cultural”.A nova área temática recria a vila imaginária de Arendelle em torno de uma lagoa, com as suas construções de madeira com fachadas adornadas com rosemaling, uma arte decorativa tradicional norueguesa baseada na pintura de rosas. No centro, encontra-se Frozen Ever After, um passeio de barco com animatrónica de última geração e efeitos de projeção imersivos embalados pela banda sonora do filme.Dentro do castelo, os visitantes podem encontrar Anna e Elsa, conversar com um bebé troll interativo chamado Mossy, que responde às suas perguntas, e assistir a uma celebração na lagoa chamada Festival da Flor de Neve — com uma canção original.. Pela área, os visitantes podem ainda cruzar-se com o boneco de neve Olaf, aqui recriado com um modelo robótico de última geração, degustar uma refeição com sabores nórdicos e comprar marchandising na loja dedicada ao universo Frozen.. Os dois filmes da saga foram lançados em 2013 e 2019, respetivamente. Entretanto, a Disney está a trabalhar no terceiro, que deverá chegar aos cinemas no final de 2027.Além do Mundo de Frozen, o parque renovado traz um novo e vasto lago chamado Adventure Bay, uma atração familiar inspirada em Entrelaçados - o filme inspirado em Rapunzel - 15 novos restaurantes e um espetáculo noturno chamado Disney Cascade of Lights, com mais de 380 drones.Entretanto, está já em construção uma área temática do Rei Leão. Quando tudo estiver concluído, segundo a Disney, a área total do parque terá praticamente duplicado em relação àquilo que era aquando da abertura.