Universidade de Singapura prevê "fim teórico" da pandemia em dezembro

Modelo matemática aponta até um dia preciso. 14, do último mês do ano 2020. Mas em Espanha, por exemplo, o fim previsto da pandemia tem como data o início de setembro.

Um modelo matemático realizado por uma universidade de Singapura com base "na tendência atual" de casos de covid-19 antevê o "fim teórico" da atual pandemia a nível mundial para 14 de dezembro, foi esta terça-feira divulgado.

Apesar de referenciar o mês de dezembro como a meta temporal para o eventual fim da atual crise, o modelo matemático desenvolvido pela Singapore University of Technology and Design, citado pelas agências internacionais, prevê que cerca de 99% dos casos de infeção pelo novo coronavírus possam já ser registados a nível global no próximo mês de junho, mais concretamente em 21 de junho.

A par da evolução mundial, o modelo traça igualmente os possíveis cenários para vários países, como é o caso de Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e México.

Apesar da divulgação destes dados, a instituição realçou que se trata de um modelo de previsões que deve ser observado com "prudência", frisando ainda que qualquer "excesso de otimismo com base em algumas datas finais expectáveis é perigoso, porque pode relaxar a disciplina e os controlos", o que pode mudar o curso do vírus e da infeção.

Pandemia "termina" em Espanha no início de setembro

No caso de Espanha -- país que regista desde o início da crise 25.613 mortos e mais de 219 mil casos de infeção -- o modelo matemático da Singapore University of Technology and Design analisou os dados disponíveis até 02 de maio e antevê que 97% dos casos de covid-19 poderão ser verificados no país até 07 de maio e 99% até 22 de maio.

Com base em tal projeção, as previsões da instituição apontam o "fim teórico" da pandemia em Espanha para 09 de setembro, segundo mencionou a agência de notícias espanhola EFE que cita o estudo.

Sempre "com base na atual tendência dos casos", o modelo matemático desta universidade de Singapura aponta o fim da pandemia em Itália e no Reino Unido, outros dois países fortemente atingidos pelo novo coronavírus, para 10 e 08 de setembro, respetivamente.

Segundo estas previsões, este "fim teórico" chegará um mês antes a França e Alemanha, a 08 e a 14 de agosto, respetivamente.

Já fora da Europa, o modelo matemático desenvolvido pela Singapore University of Technology and Design antevê que os Estados Unidos -- atualmente o país com mais mortos (68.934) e mais casos de infeção confirmados (quase 1,2 milhões) -- terão de esperar até 01 de outubro para declarar o fim da pandemia.

As mesmas projeções estimam ainda que o Brasil terá de aguardar até 21 de outubro para declarar um possível fim da crise da covid-19, enquanto o México poderá fazer isso antes, em meados de setembro.

É "expectável" que previsões sejam modificadas, alerta universidade

Segundo explicou a Singapore University of Technology and Design, este modelo matemático aplicado à epidemiologia, o modelo SIR (suscetíveis -- infetados -- recuperados), é realizado a partir de dados atualizados diariamente de diferentes países, de forma a estimar as curvas do ciclo epidemiológico e as datas teóricas de término.

Como as previsões são atualizadas de forma contínua com os dados mais recentes, a universidade admitiu ser "expectável" que estas mesmas previsões sejam modificadas como resultado das alterações nos cenários a longo prazo.

Também advertiu que o modelo e os dados acabam por ser imprecisos face às realidades complexas, mutáveis e heterogéneas dos diferentes países e, nesse sentido, as previsões devem ser encaradas com "prudência".

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias France-Presse (AFP), a pandemia de covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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