Tailândia inicia ensaios em macacos e espera comercializar vacina no final de 2021

Se os testes que vão ser realizados em macacos forem positivos, os ensaios em humanos podem começar a ser efetuados em outubro podendo a vacina ficar "disponível dentre de um ano e meio", dizem investigadores.

A Tailândia vai começar a efetuar testes em macacos esperando comercializar no final de 2021 uma vacina contra o novo coronavírus, disseram esta segunda-feira os investigadores responsáveis pelo projeto científico.

Em todo o mundo decorrem atualmente mais de uma centena de projetos de investigação e desenvolvimento de uma vacina contra o covid-19.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, oito desses projetos estão neste momento na fase de ensaios em seres humanos.

"Nós esperamos produzir uma vacina que vai ser comercializada a um preço mais acessível do que na Europa ou nos Estados Unidos", disse à France Presse Suchinda Malaivitjitnond, diretora do Centro Tailandês de Investigação em Primatas.

Após os ensaios positivos efetuados em ratos de laboratório os investigadores esperam fazer os primeiros testes em grupos de macacos.

Ensaios em humanos podem começar a ser feitos em outubro

A equipa tailandesa trabalha em colaboração com a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, e detém nova tecnologia jamais utilizada no fabrico de uma vacina (ARNm) - um sistema que transporta o código genético do ADN às células.

O método visa transmitir informações genéticas necessárias para ativar preventivamente a proteção contra o coronavírus.

Uma das vacinas experimentais mais avançadas do mundo e que está a ser desenvolvida pela Sociedade Biotecnológica norte-americana (Moderna), que recebeu mais de meio milhão de dólares da administração dos Estados Unidos, também está a utilizar a mesma tecnologia.

Se os testes que vão ser realizados em macacos forem positivos, os ensaios em humanos podem começar a ser efetuados em outubro podendo a vacina ficar "disponível dentre de um ano e meio", disse Kiat Ruxrungtham da Universidade de Chulalongkorn de Banguecoque, parceira do projeto tailandês.

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