Premium "Ser educadora aos 62 anos custa-me todas as energias de que disponho"

Quase metade dos educadores de infância têm mais de 50 anos. O grupo docente que trabalha com as crianças mais novas é também aquele que mais tem vindo a envelhecer. Duas educadoras sexagenárias explicam o que isto significa no seu quotidiano.

"Falta de energia." Esta é a frase que Teresa Santos e Isabel Rodrigues, educadoras de infância na Escola Básica D. Dinis, em Odivelas, mais vezes repetem para descrever o seu quotidiano. Teresa tem 63 anos, completa 64 em março; Isabel faz 62 em fevereiro. Ambas somam 40 anos de serviço. Mas nenhuma tem garantida a aposentação a curto prazo.

Pertencem ao grupo que, de longe, entre toda a classe docente, mais tem vindo a envelhecer ao longo da última década. Um paradoxo, tendo em conta que é também aquele que acompanha as crianças mais novas da rede escolar. Aquelas que maior dependência têm dos adultos e que, por isso, maior esforço - físico e mental - exigem deles.

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