O que fascina os jovens na Matemática. Henrique e Rafael seguiram-na até à faculdade
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O que fascina os jovens na Matemática. Henrique e Rafael seguiram-na até à faculdade

Para Henrique e Rafael, os números chegaram antes das letras e, por isso, decidiram que era Matemática que seguiriam na universidade, como alunos do Instituto Superior Técnico de Lisboa. No dia em que milhares de alunos realizam o exame de Matemática A, estes jovens mostram como uma área com tão fracos resultados escolares pode, afinal, ser entusiasmante.

Números, equações e variáveis. A Matemática mostra logo ao que vem, mas não agrada a todos e entre os estudantes tem até a fama de bicho-papão. Os resultados dos exames nacionais não deixam mentir: no ano passado, as médias de Matemática A, do ensino secundário, desceram e aumentaram o número de chumbos, de acordo com os dados do Ministério da Educação. Uma prova que se repete nesta terça-feira, com cerca de 48 mil inscritos. Com tão fracos resultados, pode a Matemática ter um lado apaixonante? Henrique Navas e Rafael Gomes - um medalhado 16 vezes em provas de raciocínio matemático, o outro um simples apaixonado pela área - garantem que sim.

Não precisaram de o forçar, confessam. O gosto pelos números chegou cedo. "Comecei a perceber que não só gostava de 'brincar com os números' como tinha algum jeito", conta Rafael, de 22 anos, recordando que a paixão deve ter sido semeada ali pelos seus dez anos.

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