Premium "Nos Açores, as baleias são mais valiosas vivas do que mortas"

Um dia depois do regresso do Japão à caça da baleia, recuperamos uma reportagem sobre a nova vida das baleias nos Açores, mais de três décadas depois do fim da sua caça no arquipélago.

Com a salvaguarda de 15% da sua Zona Económica Exclusiva em áreas marinhas protegidas a partir de 2021, Açores elevam a proteção oceânica num novo patamar e afirmam a sua liderança num projeto global: a defesa dos oceanos.

Em silêncio, de binóculos em punho, o jovem vigilante está atento ao mar. O olhar é demorado, minutos que passam a longas horas, sempre a controlar o horizonte. É o trabalho diário no posto de vigia dos Cedros, na ilha do Faial, a 20 minutos de caminho da Horta. As baleias andam por lá, isso é certo. Baleias-de-barbas, baleias-azuis e outras espécies, que por aqui passam em grande número nesta altura do ano, cumprindo as suas rotas migratórias - os cachalotes vêm mais no verão -, mas a neblina turva o horizonte. O mar, agitado, também não ajuda e a sua agitação tudo confunde. Se as baleias se mostrassem, poderia haver saída para o largo, para as ver de perto - não faltam turistas desejosos de embarcar nessa aventura. Mas hoje não será o dia.

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