Fédora Lucas é jogadora de voleibol e aluna do curso de Novas Tecnologias da Comunicação na Universidade
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"Marias-rapazes" e "mariquinhas". Por que se mantêm os estereótipos?

Rótulos aparentemente inofensivos podem gerar reações violentas, estigmatização, problemas de autoestima. Especialistas alertam para a necessidade de combater estereótipos, que costumam chegar às crianças através dos adultos.

Até ao nono ano, Fédora Lucas praticou todos os desportos que a escola permitia: futebol, voleibol, basquetebol, ténis, râguebi, natação. Cedo se apercebeu que tinha muito mais massa muscular do que as raparigas da sua idade, mas as roupas largas disfarçavam o corpo maciço. "Por vezes, comprava roupa na secção masculina, porque não queria brilhantes e lantejoulas", recorda. Queria vestir-se como o primo, porque achava que as roupas dele eram mais confortáveis. "Saias e vestidos nunca foram a minha paixão. A minha mãe gostava, mas não me impunha. Usava sweats e camisas com t-shirts largas por dentro".

Contrastava com a maioria das suas amigas, "que vestiam calças justas, t-shirts mais femininas e roupa cor-de-rosa". Na praia, não gostava de andar de biquíni. "Não queria usar a parte de cima, então estava sempre de calções de rapaz ou de fato de surf. Passava a vida dentro de água com o meu primo". Também jogava cartas e snooker com o pai, que ficava bastante orgulhoso dos seus dotes.

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