Cinco mil jovens em frente ao Parlamento para "exigir o nosso planeta de volta"

Estudantes foram recebidos em frente à Assembleia da República por deputados

"Marcelo deixa as selfies e trata do ambiente", lê-se num dos muitos cartazes da manifestação estudantil pelo clima, que ao início da tarde desta sexta-feira chegou à Assembleia da República. Em Lisboa, são cerca de cinco mil os jovens que fazem ouvir a sua voz para avisar que "não há planeta B".

"Vamos exigir o nosso planeta de volta" ou "catástrofe iminente ação urgente " são alguns dos avisos que os estudantes lançaram à medida que a manifestação passava pelas ruas de Lisboa, desde o Marquês de Pombal até à Assembleia da República.

Estudantes, familiares e organizações ambientalistas - como a zero - associaram-se à causa pelo ambiente
"Justiça climática já", reivindicam os jovens que fazem da manifestação um ação ruidosa e com muitos recados para os políticos, conta a exploração de petróleo na costa algarvia. "Gás, petróleo, carvão, deixá-los no chão", pedem a uma só voz. Porque afinal, dizem, "não há planeta B".

A chegar à assembleia, deputados do PCP, dos Verdes, do PAN e do CDS estavam à espera dos estudantes.

Dois meses depois da primeira Greve Climática Estudantil, os jovens voltaram a sair à rua para alertar contra a destruição do planeta. Na altura, os protestos, que seguiram uma iniciativa criada pela sueca Greta Thunberg, mobilizaram cerca de 20 mil jovens portugueses em vários cantos do país. Quase dois meses depois, voltam às manifestações dois dias antes das eleições europeias - e tendo-as precisamente como mote. Em vários outros países do mundo haverá jovens com a mesma causa.

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