Portugal continua com várias áreas urbanas com elevada concentração de poluentes do ar, alerta a associação ambientalista Zero, defendendo uma redução significativa dos veículos em circulação e a eletrificação do transporte de mercadorias, autocarros e ligeiros de uso coletivo.Para reduzir a poluição do ar nas zonas urbanas é necessária uma substituição das frotas mais antigas por veículos elétricos, sobretudo em veículos de uso intensivo, explica a associação, em comunicado divulgado no âmbito do Dia Internacional do Ar Limpo, que se assinala no domingo, 12 de abril.As medidas propostas não só melhoram a qualidade do ar, como reduzem a dependência dos combustíveis fósseis, sendo uma forma mais eficaz de enfrentar a subida dos preços dos combustíveis resultante do atual contexto geopolítico, argumenta a associação.No entanto, a tendência portuguesa tem sido a de aumento do tráfego em áreas urbanas, como a Área Metropolitana de Lisboa, e o atraso de Portugal, no contexto da União Europeia a 27, na eletrificação da logística e do transporte coletivo de passageiros, lamenta.Recordando que a poluição do ar é uma das principais causas de morte prematura a nível global, superando o tabaco, a Zero destaca como a poluição do ar está associada a doenças como acidente vascular cerebral (AVC), doenças respiratórias e cancro do pulmão, sendo particularmente preocupante o seu impacto nas crianças.Em Portugal, a poluição do ar é responsável pela morte prematura de cerca de 4.200 pessoas por ano, o equivalente a 12 mortes por dia, mortes que a Zero considera evitáveis, em grande parte, se fossem cumpridos os valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde.O transporte rodoviário é uma das principais fontes de poluição do ar, sobretudo em meio urbano, contribuindo para níveis elevados de dióxido de azoto (NO2), partículas finas e também ozono (como precursor), sendo por isso essencial atuar neste setor, reforça a Zero..Zero quer Metro de Lisboa a abrir às 05h30 devido ao aumento dos combustíveis