O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa decidiu negar o pedido de José Sócrates de nulidade das sessões de julgamento da Operação Marquês em que participou a advogada oficiosa Ana Velho, que foi apresentado esta quinta-feira, 15 de janeiro. A notícia é avançada pela SIC Notícias, que teve acesso a um documento enviado ao tribunal e assinado pelo advogado José Preto, que entretanto renunciou ao cargo de defensor do ex-primeiro-ministro, no qual é dito que a advogada não levantou o processo no portal Citius."Viu ao menos a acusação? A decisão instrutória de 4000 páginas? O recurso dessa decisão? O aresto que na Relação de Lisboa decidiu esse recurso? Teve, ou tem, alguma noção da importância relativa da prova produzida, hoje e ontem, ante o seu completo mutismo, quanto à matéria em debate?", revela o documento, onde são criticadas igualmente as “declarações públicas confrangedoras” de Ana Velho, que “declarou ter visto alguma coisa dos autos”, “significando isso, evidentemente, que nada viu”.O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa negou o pedido, tendo acusado o antigo primeiro-ministro, principal arguido na Operação Marquês, e os seus advogados de abusarem da lei com o objetivo de conseguirem adiamentos do julgamento. Nesse sentido, a advogada oficiosa Ana Velho mantém-se como defensora de Sócrates neste processo."A possibilidade de renúncia não está prevista na lei para servir como forma de reação contra decisões judiciais (para isso servem os recursos e restantes meios de impugnação) e muito menos para forçar a interrupção da audiência. A interrupção pretendida conduz ao entorpecimento na realização da justiça, com ofensa ao principio da continuidade da audiência de julgamento, da celeridade processual e do direito a um processo justo e equitativo num prazo razoável", diz o despacho das juízas Susana Seca, Alexandra Marques Pereira e Rita dos Reis Seabra, também divulgado pela SIC Notícias. .Operação Marquês: Tribunal dá 10 dias ao novo advogado de Sócrates para conhecer caso.Operação Marquês. Vítor Escária diz que só o grupo Lena quis construir casas sociais na Venezuela