Trabalhadores da Metro Transportes do Sul avaliam novas formas de luta após sete dias de greve

Trabalhadores da Metro Transportes do Sul avaliam novas formas de luta após sete dias de greve

Segundo o sindicato, não houve qualquer contacto quer por parte da empresa quer por parte do Governo para um acordo com os trabalhadores pelo que “estão já a ser pensadas novas formas de luta”.
Publicado a: 
Atualizado a: 

Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul estão a avaliar a marcação de novas formas de luta depois de sete dias de greve sem respostas da empresa ou do Governo, anunciou esta quarta-feira o Sindicato Nacional dos Maquinistas.

Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul realizaram uma greve total no dias 20 e 21 de outubro e de 22 a 27 a paralisação fez-se às “duas últimas horas dos períodos de trabalho iniciados nestes dias”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) disse que a greve registou "uma grande adesão o que mostra o descontentamento dos trabalhadores”, estando agora a avaliar novas formas de luta.

“Fazemos um balanço positivo com uma adesão massiva por parte dos trabalhadores, tendo havido apenas a circulação dos serviços mínimos nos dias de greve total e, nos restantes dias, a adesão à greve parcial foi também em massa”, disse António Barata Domingues.

Durante estes dias, adiantou o sindicalista, não houve qualquer contacto quer por parte da empresa quer por parte do Governo para um acordo com os trabalhadores pelo que “estão já a ser pensadas novas formas de luta”.

Numa nota enviada à agência Lusa na véspera da greve, o conselho de administração da empresa, que serve os concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, considerou a paralisação “desproporcional num quadro de abertura negocial permanente e num contexto de total disponibilidade para o diálogo e de implementação de melhorias efetivas que têm vindo a ser garantidas nas condições de trabalho dos trabalhadores da Metro Transportes do Sul, em particular dos Operadores de Condução”.

Já o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) adiantou que a greve foi convocada na sequência da ausência de resultados concretos nas negociações de um novo Acordo de Empresa, tendo a decisão sido tomada pelos trabalhadores reunidos em plenário “após cerca de dois anos e meio de negociações sem que tenha sido possível alcançar um entendimento que responda às suas reivindicações”.

Em causa, segundo a estrutura sindical, “está a necessidade de melhorar as condições de trabalho, assegurar uma atualização salarial que tenha em conta a perda de poder de compra e garantir que as matérias relativas à organização do trabalho sejam objeto de negociação coletiva, em vez de decisões unilaterais da empresa”.

O presidente do SMAQ disse à Lusa que os trabalhadores pedem propostas concretas para a negociação e “não a aplicação de normas não negociadas” e apelaram ao Governo que faça a mediação entre as duas partes.

O Metro Sul do Tejo, sistema de transportes públicos fornecido através do denominado metro ligeiro de superfície nos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, é explorado pela empresa Metro Transportes do Sul (MTS).

Trabalhadores da Metro Transportes do Sul avaliam novas formas de luta após sete dias de greve
Greve do Metro de Lisboa provoca sobrelotação dos outros transportes públicos
Diário de Notícias
www.dn.pt