Proteção contra o sol e procura de sombra não é só cuidado de verão, avisam entidades
Proteção contra o sol e procura de sombra não é só cuidado de verão, avisam entidadesFoto: Leonardo Negrão

"Sol em Segurança": Campanha alerta para perigos do cancro da pele e apela à proteção todo o ano

Iniciativa da Sociedade Portuguesa de Oncologia e da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde pretende sensibilizar para a proteção da pele dos raios UV, essencial para prevenção do cancro na pele.
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A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e a Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) chamam a atenção para a prevenção do cancro de pele e sensibilização para a proteção diária contra os efeitos dos raios ultravioleta. Para o efeito, foi lançada a campanha “Sol em Segurança”.

Num comunicado a que o Diário de Notícias teve acesso, as entidades chamam à atenção para as últimas estimativas da Agência Internacional de Investigação em Cancro, que apontam para cerca de 1.280 novos casos de melanoma e 299 mortes só em 2024.

No entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a proteção mais eficiente para prevenir esta forma de cancro é relativamente simples: o uso de protetor solar diariamente pode evitar quatro em cada cinco casos. E é para chamar a atenção para o poder do protetor solar que as entidades lançaram esta campanha.

“Queremos contribuir para uma cultura de prevenção, aliada à responsabilidade individual e coletiva”, afirmou em comunicado o presidente da SPO, Luís Bonito, sublinhando que “uma parte significativa do risco de cancro da pele está relacionada com a exposição excessiva à radiação UV”.

A proteção contra os raios ultravioleta, explicam, tem de ser feita diariamente, não “deve ser entendida apenas como um cuidado de verão ou de praia” mas sim fazer parte das “rotinas diárias, durante todo o ano”.

Evitar a exposição solar entre as 10h00 e as 16h00, a procura da sombra e o uso do protetor solar com proteção FPS 30 ou acima são alguns dos cuidados recomendados pela campanha para serem tomados todos os dias, sendo que o protetor tem de ser reaplicado “de duas em duas horas”.

Para além disto, os solários e os bronzeamentos artificiais devem, também, ser evitados e a vigilância do próprio corpo perante mudanças na pele e que podem necessitar a procura de aconselhamento médico.

Novos sinais ou manchas, mudanças na cor, forma ou tamanho de sinais existentes, feridas que não cicatrizam e lesões que sangram, provocam comichão ou crescem rapidamente devem ser avaliados por um profissional de saúde”, avisam.

Num livro digital, as entidades responsáveis pela “Sol em Segurança” recorreram a 14 testemunhos, desde médicos oncológicos, a fisioterapeutas, professores e até jovens, que falam sobre a importância dos cuidados.

Cristina Vaz de Almeida, presidente da SPLS, diz que ambas as entidades acreditam "na necessidade de dar voz às pessoas, mesmo sem problemas oncológicos, e às associações de doentes" para ajudar no combate à desinformação. “Pequenos gestos podem fazer toda a diferença no amanhã. Cuida da tua pele, a prevenção é a melhor proteção”, disse Mariana Teixeira, estudante.

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