O Gabinete Coordenador de Segurança, do Sistema de Segurança Interna (SSI) esteve reunido esta manhã, 3 de março, para avaliar as "potenciais repercussões na segurança interna" em Portugal devido aos conflitos no Médio Oriente. O encontro teve caráter extraordinário e foi presidido pela secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna, Patrícia Barão. "No decurso dos trabalhos, foi apresentado um ponto de situação sobre o enquadramento geopolítico atual e analisadas as medidas preventivas consideradas adequadas face ao contexto internacional", lê-se em nota enviada às redações. No entanto, não detalharam quais as medidas de prevenção adotadas. O DN perguntou ao SSI quais estas medidas e aguarda resposta.Na reunião foram discutidos "o nível da proteção de infraestruturas críticas, do controlo de fronteiras e da salvaguarda dos espaços marítimo, aéreo e do ciberespaço". Foi ainda "apresentado um ponto de situação sobre o enquadramento geopolítico atual".O comunicado ressalta que o "Gabinete Coordenador de Segurança manterá a monitorização permanente, garantindo a adoção das medidas adequadas à salvaguarda da segurança interna e da tranquilidade pública". No total, 20 entidades participaram do encontro. Do Governo, foram seis representantes: Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), António Leitão Amaro, ministro da Presidência, Luís Neves, ministro da Administração Interna (MAI) e Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação. O Ministério da Defesa e da Justiça enviaram representantes.Também estiveram presentes o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Cartaxo Alves, além do Sistema de Informações da República Portuguesa, o Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, da Autoridade Marítima Nacional, da Autoridade Aeronáutica Nacional, os dirigentes máximos da Guarda Nacional Republicana, da Polícia de Segurança Pública, da Polícia Judiciária, da Polícia Marítima, do Serviço de Informações de Segurança, do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, da Autoridade Nacional da Aviação Civil, da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e do Centro Nacional de Cibersegurança.amanda.lima@dn.pt.Paulo Rangel sobre a Base das Lajes. “Portugal não teve, nem teria, qualquer intervenção neste conflito".Pelo menos 787 mortos no Irão. França vai enviar sistema de defesa e uma fragata para Chipre