SIRESP vai ter investimento de cerca de 36 milhões de euros
Mário Cruz / Lusa

SIRESP vai ter investimento de cerca de 36 milhões de euros

Equipa de trabalho interministerial apresentou ao Governo 33 recomendações que têm como objetivo reforçar a rede com mais autonomia energética e redundâncias.
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O SIRESP terá um investimento de cerca de 36 milhões de euros para tornar a rede com mais autonomia energética e redundâncias, anunciou uma fonte do setor, quando são apresentadas as propostas do estudo sobre a evolução do sistema.

O grupo de trabalho criado pelo Governo há cerca de um ano para encontrar uma alternativa ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) apresenta esta terça-feira, 5 de maio, no Ministério da Administração Interna (MAI) as propostas do estudo técnico-estratégico para a evolução do SIRESP.

Fonte do setor disse à Lusa que a equipa de trabalho interministerial apresentou ao Governo 33 recomendações que têm como objetivo reforçar a rede com mais autonomia energética e redundâncias.

Segundo a mesma fonte, o investimento é de cerca de 36 milhões de euros e o prazo de implementação é de 18 meses.

O objetivo deste investimento “passa por consolidar as capacidades existentes, mas também introduzir novas capacidades que reforçam a robustez e resiliência”, acrescentou ainda a fonte.

O grupo de trabalho, que esta terça-feira apresenta as suas propostas, foi criado após o SIRESP ter falhado no apagão de abril do ano passado e desde fevereiro que o Governo tem na sua posse as conclusões do estudo.

Na altura, o executivo considerava ser necessário um novo sistema “mais robusto, fiável, resiliente e interoperável” devido às “limitações estruturais e operacionais em cenários de elevada exigência operacional”.

O programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR) tem prevista uma reforma do SIRESP com o objetivo de modernizar a rede, reforçando a redundância de comunicações, melhorando a cobertura territorial e integrando aquele sistema com outros de emergência e proteção civil.

Também no âmbito do PTRR está previsto dotar todas as juntas de freguesias com um telefone SIRESP.

Numa entrevista recente, o ministro da Administração Interna revelou que no verão já vão ser “em parte” visíveis as alterações na rede SIRESP, passando a existir mais equipamentos, retransmissores e canais próprios de comunicação.

A rede de comunicações SIRESP tem sido marcada por várias polémicas desde que foi criada, tendo sofrido as maiores alterações após as falhas no combate aos incêndios de 2017, mas voltou a ter limitações no apagão de 2025 e na tempestade Kristin que afetou a região centro no fim de janeiro.

A rede SIRESP é a rede de comunicações exclusiva do Estado português para o comando, controlo e coordenação de comunicações em todas as situações de emergência e segurança, responde às necessidades dos mais de 40.000 utilizadores e suporta anualmente um número superior a 35 milhões de chamadas.

As propostas do estudo vão ser apresentadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, e pelo coordenador da equipa de trabalho técnica e multissetorial para a substituição do SIRESP.

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