Seguro defende que "a pobreza não pode ser encarada como inevitável"
O Presidente da República realçou este sábado, 16 de outubro, que a pobreza não é apenas uma condição económica e que ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, como trabalho, saúde, educação e habitação. No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, em que se realizam várias manifestações contra o aumento do custo de vida, António José Seguro defende que a pobreza "é também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa".
Numa mensagem partilhada na página da Presidência, Seguro cita as estatísticas mais recentes para dizer que, embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, cerca de 1 milhão e 660 mil pessoas estão em risco de pobreza no nosso país. "Estes números devem continuar a interpelar-nos", defende. "Mais do que números, falamos de pessoas", acrescenta.
"De crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser. De jovens que não conseguem projetar o seu futuro. De idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade. De pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza", enumera.
O Presidente da República lembra que "numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno". E afirma: "A pobreza não pode ser encarada como inevitável".
Por isso, apela ao compromisso de todos para que ninguém fique excluído.

