Mais de 60% dos pobres estavam em pobreza persistente em 2025
Mais de 60% das pessoas pobres em Portugal eram afetadas pela pobreza persistente em 2025, indicou o estudo “Trajetórias da Pobreza e da Privação” desenvolvido pela NOVA SBE, faculdade de economia da Universidade Nova, divulgado esta quarta-feira e noticiado pela Agência Lusa.
Os autores do estudo analisaram em dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que envolveu 6.057 pessoas entre 2022 e 2025, tendo também olhado para dados entre 2012 e 2025.
De acordo com o estudo, pobreza persistente é quando uma pessoa vive em pobreza e está na mesma situação pelo menos dois dos três anos anteriores. Os dados indicam que 61,7% dos pobres estavam nesta situação de pobreza persistente em 2025.
Ainda assim, a percentagem de crianças em situação de pobreza persistente diminuiu para metade na última década, passando de 18,1% para 9,3%, lê-se.
Já sobre as pessoas que estiveram em pobreza durante pelo menos um ano, o estudo indica que essa descrição cabe em “cerca de um quarto da população” pobre em 2025, uma percentagem de 25,6%.
Tendo em conta a população em geral, a taxa de pobreza persistente melhorou também desde 2015. Enquanto que nesse ano era de 13,6%, em 2024 os valores rondavam os 7,4%. Mas os dados do ano passado mostram uma nova subida, “com o indicador a subir para 9,5%”, indicou o comunicado citado pela Lusa.
Desde 2015, indicam os investigadores, o perfil da pessoa em pobreza persistente também mudou e está mais velha. Enquanto naquela altura, a maioria eram crianças e jovens, a faixa etária com mais incidência são “as pessoas com 65 ou mais anos”, cerca de 10,6%.
com Lusa

