As operações de fiscalização, vigilância e apoio à população de Leiria por parte da Polícia de Segurança Pública (PSP) foram ‘salvas’ recentemente pelo Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP).A intervenção da ‘secreta’ nacional nas ações da PSP foi divulgada pelo diretor nacional desta força de segurança, Luís Carrilho, num post na rede social Facebook onde escreveu: “Excelente cooperação institucional; muito obrigado pelo apoio prestado ao PSP - Comando Distrital de Leiria”, usando a hastag SIRP.Questionada pelo DN, fonte oficial da PSP explicou que o “apoio dado pelo SIRP foi de âmbito logístico e baseou-se na cedência de material técnico essencial para o fornecimento de energia e comunicações, nomeadamente equipamento de ligação por satélite, geradores e powerbanks solares”. Ou seja, todo o equipamento necessário para manter as comunicações da polícia em funcionamento.Uma situação que terá acontecido devido às dificuldades que o sistema SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal - enfrentou nos dias seguintes à passagem da depressão Kristin pelo país, principalmente pela zona centro.Aliás, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) reconheceu numa conferência de imprensa na passada quarta-feira (4 de fevereiro) que o sistema tinha registado “várias falhas”, acrescentando que não existem “sistemas infalíveis”.. O certo é que, de acordo com fontes contactadas pelo DN, os agentes da PSP de Leiria estiveram praticamente sem comunicações e foi a intervenção do SIRP que acabou por ‘salvar’ as suas operações necessárias para acorrer às inúmeras solicitações que receberam devido à intempérie. Até porque também outro tipo de comunicações não funcionaram.GNR reforça vigilância e apoio aos idososTal como a PSP, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou desde a semana passada o seu dispositivo, principalmente, nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Setúbal.Em resposta a questão colocadas pelo DN, fonte oficial desta força de segurança adiantou que a Guarda “reforçou as ações de proximidade. Em vários casos, constituindo-se como um dos únicos pontos de contacto com cidadãos idosos que se encontravam sem fornecimento de eletricidade, sem comunicações e em situação de completo isolamento”. .Mais de uma semana após a tempestade, falta luz, água e esperança ao interior de Leiria. Os militares da GNR têm sido responsáveis pela proteção de infraestruturas críticas: “A GNR tem mantido a segurança física, contínua e descontínua, dos geradores do sistema SIRESP instalados em zonas afetadas, garantindo que eventuais falhas no fornecimento de energia elétrica não comprometem a rede de rádio utilizada pelas forças de socorro.”Em relação ao número de militares que estão no terreno, a Guarda garante que além dos 3000 elementos do dispositivo policial permanente das regiões mais afetadas foram “projetados, diariamente, entre 120 a 160 militares de outras Unidades, provenientes das diversas valências operacionais”.Nessa disponibilidade estão elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, de Ordem Pública, Trânsito, Patrulhas a cavalo e Investigação Criminal.Também a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras está de prevenção com “meios aquáticos em pontos estratégicos”. São “250 militares, 35 embarcações e três meios aéreos não tripulados” para atuar em cenários de cheias ou inundações. A GNR tem ainda 100 militares como reserva. .PSP tem agentes à paisana entre os 400 elementos no terreno em Leiria