Ao fim de três meses, o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, liderado por Carlos Sá, que tomou posse no início do ano passado, uma escolha também da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem substituto à vista. O DN sabe que Ana Paula Martins terá escolhido Sandra Cavaca, atual presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), deverá ser indigitada e nomeada em breve para assumir o cargo. Mas as mudanças não ficam por aqui. O DN sabe ainda que Luís Goes Pinheiro, que Sandra Cavaca, foi substituir na direção da SPMS, em 2023, e que atualmente estava a chefiar a task force para a gestão dos processos na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), deve regressar à presidência da SPMS. Segundo o DN apurou também, a escolha de Luís Goes Pinheiro terá partido de dentro do Governo e não da área da Saúde. Antes de coordenar a Estrutura de Missão, Goes Pinheiro foi presidente da agência até julho de 2025.Recorde-se que tanto Sandra Cavaca, licenciada em gestão e com currículo na área da Saúde, foi nomeada para presidente do Conselho de Administração da SPMS, em março de 2023, embora integrasse este conselho, como vogal, desde 2020. No entanto, esta não foi a sua primeira passagem pela Saúde, já que assumiu funções de Secretária-geral do Ministério da Saúde, entre abril de 2013 e março de 2020 – em regime de comissão de serviço, de Secretária-geral do Ministério da Saúde, em regime de substituição, de março de 2012 a abril 2013. Secretária-geral adjunta do Ministério da Saúde, de junho de 2010 a março 2012 – pelouro financeiro e área da comunicação e relações públicas.Luís Goes Pinheiro demarcou-se pelas suas funções como Secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa no XXI Governo Constitucional (2018-2019), focado no Programa Simplex e modernização da Administração Pública. De onde passou para a SPMS, saiu para assumir a presidência da AIMA e em julho do ano passado saiu para assumir a coordenação da task force para a gestão dos casos em atraso, considerada uma operação de sucesso..O conselho de Administração da ULS Amadora-Sintra, que se demitiu no início de novembro, após a controvérsia gerada pelo caso de uma grávida que entrou em paragem cardiorespiratória na urgência do Hospital Fernando da Fonseca, depois de ter estado naquele hospital, sai do cargo ao fim de um ano, sem ter conseguido resolver a situação das urgências, umas das "frágeis" do país, como reconheceu a própria ministra Ana Paula Martins no fim de semana. .Doentes urgentes esperam mais de 16 horas para primeira observação no Amadora-Sintra.Estrutura de Missão da AIMA faz balanço: mais de 760 mil atendimentos e 62 milhões de euros em saldo positivo