António José Seguro, que tomou ontem posse como Presidente da República, domina os destaques fotográficos da imprensa nacional nesta terça-feira dia 10 de março, mas as manchetes dos jornais vão para outros temas. .Leia aqui o DN desta terça-feira, 10 de março. O Jornal de Notícias dá destaque ao impacto do conflito no Médio Oriente no preço do gás. "Guerra faz aumentar gás de botija para dois milhões já este mês", avança o diário com sede no Porto. Os operadores estão prontos para atualizar os valores das garrafas de butano e propano como aconteceu com o gasóleo e gasolina. Cotação do gás nos mercados internacionais ultrapassou ontem os 30% e o crude chegou quase 119 dólares, sublinha o JN. O jornal Público avança a edição desta terça-feira que as exportações para os países próximos da Rússia dispararam e o que o Ministério das Finanças, através da Autoridade Tributária e Aduaneira, está a investigar.Por exemplo, avança o Público, as vendas para o Quirguistão não passavam de 200 mil euros ao ano em 2021 e agora são 30 vezes superiores, alcançando, em 2025, quase seis milhões de euros. Em causa estão também outros países, como o Cazaquistão ou o Azerbaijão. "Guerra ameaça subida de juros", titula por sua vez o Correio da Manhã na sua edição impressa. Os aumentos dos juros das prestações da casa podem vir a ser o "próximo golpe" nos orçamentos familiares devido ao conflito no Médio Oriente, depois da subida dos preços dos combustíveis. Os analistas, sublinha o jornal, antecipam uma subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu que terá impacto nas Euribor, as taxas às quais estão indexados os contratos de crédito à habitação. O Jornal de Negócios avança que as reservas são a chave para acalmar o preço do petróleo, que na madrugada de segunda-feira chegou a cotar-se quase nos 120 dólares o barril. Os analistas atribuem esta escalada mais a especulação do que ao que está acontecer no terreno, avança o diário económico. Os países do G7 podem libertar reservas para conter os preços.O jornal digital Eco chama a atenção para outro efeito do conflito com o Irão: a subida do preço do jet fuel, o combustível usado no aviões. É de esperar um aumento do preço das passagens aéreas e os resultados das companhias aéreas, como a portuguesa TAP, poderão sofrer.