Menos de 5% dos contratados por grandes empresas têm acima de 50 anos, é a manchete do Público neste sábado, 16 de maio. O jornal diário analisou as contratações de sete grandes empresas nacionais, BCP, Galp, EDP, Fidelidade, Santander, Jerónimo Martins e Sonae, e concluiu que em 2025 as novas contratações com mais de 50 anos não superaram os 5% dos profissionais recrutados (na Galp foi de 6%).Por exemplo, o grupo BCP contratou em Portugal, Polónia e Moçambique 1544 pessoas em 2025, mas só 55 foram de trabalhadores com mais de 50 anos. O perfil das vagas a preencher é um dos fatores que ajuda a explicar esta situação, com as empresas a rejeitarem discriminação pela idade. Há também a questão remuneratória, com os trabalhadores mais velhos a ganharem mais. No entanto, especialistas ouvidos pelo jornal também apontam a existência de preconceitos e estereótipos que dificultam a contratação acima dos 50 anos, como a ideia de que os trabalhadores mais velhos não conseguem adaptar-se às novas tecnologias.No Jornal de Notícias, o destaque vai para os cuidados continuados, que perdem quase 140 milhões de euros de fundos europeus na reta final do PRR. De acordo com o jornal sediado no Porto, a associação do setor culpa a antiga secretária de Estado da Saúde, Cristina Vaz Tomé, mas esta alega que a taxa de execução das verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência era de 0% em 2024.José Bourdain, presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados, fala mesmo em “desastre completo” na execução do PRR.Já as Misericórdias apontam para um erro de cálculo no custo por cama.O Correio da Manhã avança na sua primeira página que o Secretário de Estado da Digitalização é suspeito de favorecimento em concurso público. Bernardo Correia reuniu-se com o seu antigo número dois na Google, Frederico Costa, atualmente CEO da empresa Biometrid, numa altura em que decorria um concurso público para "fornecimento de solução de biometria de identidade digital para a Administração Pública", no valor de 1,2 milhões de euros, que foi ganho por esta empresa.Uma empresa concorrente espanhola, Veridas, alega, numa carta a que o CM teve acesso, que era a única empresa com todos os certificados exigidos no caderno de encargos, considerando que houve "um grave prejuízo para o interesse público". A empresa terá movido um processo judicial contra a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado para suspensão do concurso, que foi anunciado em junho e concluído em novembro do ano passado.Segundo o CM, o Ministério da Reforma do Estado confirmou que o secretário de Estado se reuniu com o CEO da Biometrid no dia 8 de setembro de 2025 a pedido da empresa, e que o encontro serviu para "conhecer soluções". O ministério adiantou ainda que a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado aguarda a decisão do Tribunal Administrativo relativamente a este processo.Em atualização.Falta de professores provoca “desequilíbrio” na preparação de alunos para os exames .Castro Almeida responde ao PS: reprogramação do PRR é “moção de censura ao Governo socialista”