Região de Leiria “precisa urgentemente de apoio que ainda não chegou”
Reinaldo Rodrigues

Região de Leiria “precisa urgentemente de apoio que ainda não chegou”

Presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria lembra que o ministro Castro Almeida comunicou que, até final do mês havia alguma notícia sobre os apoios e isso ainda não aconteceu.
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O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria afirmou esta terça-feira, 24 de março, que este território, gravemente afetado pelo mau tempo há quase dois meses, “precisa urgentemente de apoio que ainda não chegou”.

Questionado no final de uma reunião da CIM, em Leiria, sobre se há alguma garantia de financiamento do Governo para a recuperação da Região de Leiria, Jorge Vala respondeu negativamente.

“Este é outro dos problemas que esteve em cima da mesa e em discussão, embora o sr. ministro da Economia nos tenha dito, numa reunião com presidentes de CIM na passada semana, que, até final do mês, haverá notícias sobre a disponibilidade de apoios para os territórios afetados”, disse à agência Lusa Jorge Vala.

Referindo que após a depressão Kristin, em 28 de janeiro, que atingiu esta região, mas também concelhos do distrito de Santarém, como Ourém ou Ferreira do Zêzere, foram “espoletados mecanismos”, Jorge Vala adiantou que também foram “crescendo os municípios afetados por outro tipo de problemas, nomeadamente as cheias”.

“Nós ainda não recuperámos da tempestade, está a ser muito complicado recuperar, nomeadamente edifícios públicos, espaços públicos, para os quais precisamos urgentemente de apoio que ainda não chegou”, destacou Jorge Vala, também presidente da Câmara de Porto de Mós.

Segundo o autarca, ainda não se sabe “nem montantes, nem o tempo desses apoios”, reiterando que o ministro Castro Almeida comunicou que, “até final do mês havia alguma notícia sobre isso, ainda não houve”.

A CIM integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

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Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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