PSP é a responsável pelo controlo dos passageiros nos aeroportos nacionais.
PSP é a responsável pelo controlo dos passageiros nos aeroportos nacionais.Foto: Paulo Cunha / Lusa

PSP resgata criança de 12 anos que terá sido prometida em casamento para liquidar dívida familiar

Durante o controlo fronteiriço realizado no aeroporto de Lisboa, a mulher, vinda do Senegal, alegou que a criança era sua filha. Percebeu-se entretanto que a menor utilizava um documento de viagem de outra pessoa.
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A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP deteve no sábado, 25 de julho, no aeroporto de Lisboa, uma mulher por fortes indícios da prática do crime de tráfico de pessoas. Vinda do Senegal, a mulher fazia-se acompanhar por uma criança de 12 anos, que dizia ser sua filha, mas que, veio a descobrir-se, foi entregue pelos pais para ser transportada para França para liquidar uma dívida familiar.

“Durante o controlo fronteiriço realizado na zona de chegadas do Terminal 1 do Aeroporto, a passageiras provenientes de Dakar, foram verificadas incongruências na documentação apresentada, numa alegada relação familiar e nas explicações prestadas, questões que motivaram uma averiguação mais aprofundada por parte da PSP”, explica esta força policial em comunicado.

Inicialmente, segundo a nota da PSP, a mulher alegou que a criança era sua filha. Percebeu-se entretanto que a menor utilizava um documento de viagem pertencente a outra pessoa.

“Durante a entrevista realizada em ambiente protegido, a criança declarou não possuir qualquer relação familiar com a acompanhante e afirmou ter sido entregue pelos seus progenitores para ser transportada para França”, descreve a PSP. “A criança revelou ainda que seria entregue a um indivíduo naquele país, a quem teria sido prometida em casamento com o objetivo de liquidar uma dívida familiar”, acrescenta. Já a mulher acabou por admitir ter recebido uma quantia em dinheiro para transportar e entregar a criança, sendo detida. Após ser presente à autoridade judiciária competente, ficou em prisão preventiva.

A menor, por seu lado, manifestou receio de regressar ao país de origem ou de voltar a ser entregue aos pais, “por temer ser novamente utilizada como forma de pagamento de dívidas”. “Face ao perigo identificado, foram acionados os mecanismos previstos na legislação de proteção de crianças e jovens em perigo, com vista à salvaguarda do seu superior interesse, segurança e integridade”, indica a PSP, acescentando que prosseguem as diligências para apuramento completo dos factos e à identificação de outros eventuais intervenientes.

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