Propostas para habitação em Lisboa foram travadas. Limitação à venda de álcool avança
O Chega votou junto à coligação de Carlos Moedas, entre PSD-CDS-PP-IL na recusa das propostas de PCP e PS, que visavam responder à crise na habitação em Lisboa. Os comunistas propunham a suspensão do licenciamento de novas unidades hoteleiras em Lisboa, até à conclusão da revisão do Plano Diretor Municipal, mas viram o voto contra da direita e a abstenção do PS.
Os socialistas tinham uma proposta própria, que propunha a abertura do projeto de revisão do Plano Diretor Municipal, para atualizar o regulamento que data de 2012, pretendendo aplicar o zonamento inclusivo, que, em linhas resumidas, pressupõe que um promotor imobiliário tenha de ceder espaço, dentro da propriedade construída, para o parque habitacional público para arrendamento acessível. Essa ideia não foi acolhida pela coligação que governa em Lisboa, que, tal como o Chega, votou contra.
Entretanto, como o DNavançou, depois de 441 queixas por ruído noturno o Executivo avançou com a proibição da venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior pelos estabelecimentos comerciais a partir das 23h00. Sexta-feira, sábado e domingo o período alarga-se à meia-noite. A proposta foi aprovada pela coligação e pelo Chega.
O Bloco votou contra, queixando-se de que é necessário, sim, “regular o turismo” e que esta medida “não tem efeito prático”. O Livre, por Carlos Teixeira, vinca ao DN que “a proposta terá um alcance muito limitado uma vez que recai apenas sobre a venda e que não impede que o álcool continue a ser consumido no espaço público, com tudo o que isso traz de degradação da via pública, ruído, insegurança e desrespeito pelo repouso dos habitantes de Lisboa.”
Houve ainda troca de argumentos na Assembleia Municipal de Lisboa, na qual o orçamento foi aprovado com votos favoráveis da coligação PSD-CDS-PP-IL e Chega (oposição dos restantes). “Mesmo antes do orçamento estar pronto, o PS disse que votava contra. Demonstrou não estar disponível para dialogar. Infelizmente, esta linha adotada pelo PS de Lisboa vai contra toda a tradição de moderação do partido”, criticou Carlos Moedas.
O edil lisboeta prometeu na reunião “mais 90 autocarros para a Carris”, "102 novas casas para jovens”, “60 câmaras de videovigilância” e referindo o aumento “em quase 50% das verbas para a higiene urbana”. Moedas acrescentou ainda que a CML vai reabilitar o Teatro Aberto para acolher os Artistas Unidos, que estavam sem instalações, e facultar uma nova sede à Academia dos Amadores de Música, promessa feita ainda em 2024.
