Uma das promessas feitas por Carlos Moedas na reunião de 14 de janeiro, foi "102 novas casas para jovens”.
Uma das promessas feitas por Carlos Moedas na reunião de 14 de janeiro, foi "102 novas casas para jovens”.Pedro Correia/Global Imagens

Propostas para habitação em Lisboa foram travadas. Limitação à venda de álcool avança

Iniciativas de PS, com obrigação de promotores cederem espaço a habitação pública, e de PCP, na suspensão de novos hotéis, foram recusadas.
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O Chega votou junto à coligação de Carlos Moedas, entre PSD-CDS-PP-IL na recusa das propostas de PCP e PS, que visavam responder à crise na habitação em Lisboa. Os comunistas propunham a suspensão do licenciamento de novas unidades hoteleiras em Lisboa, até à conclusão da revisão do Plano Diretor Municipal, mas viram o voto contra da direita e a abstenção do PS.

Os socialistas tinham uma proposta própria, que propunha a abertura do projeto de revisão do Plano Diretor Municipal, para atualizar o regulamento que data de 2012, pretendendo aplicar o zonamento inclusivo, que, em linhas resumidas, pressupõe que um promotor imobiliário tenha de ceder espaço, dentro da propriedade construída, para o parque habitacional público para arrendamento acessível. Essa ideia não foi acolhida pela coligação que governa em Lisboa, que, tal como o Chega, votou contra.

Entretanto, como o DNavançou, depois de 441 queixas por ruído noturno o Executivo avançou com a proibição da venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior pelos estabelecimentos comerciais a partir das 23h00. Sexta-feira, sábado e domingo o período alarga-se à meia-noite. A proposta foi aprovada pela coligação e pelo Chega.

O Bloco votou contra, queixando-se de que é necessário, sim, “regular o turismo” e que esta medida “não tem efeito prático”. O Livre, por Carlos Teixeira, vinca ao DN que “a proposta terá um alcance muito limitado uma vez que recai apenas sobre a venda e que não impede que o álcool continue a ser consumido no espaço público, com tudo o que isso traz de degradação da via pública, ruído, insegurança e desrespeito pelo repouso dos habitantes de Lisboa.”

Houve ainda troca de argumentos na Assembleia Municipal de Lisboa, na qual o orçamento foi aprovado com votos favoráveis da coligação PSD-CDS-PP-IL e Chega (oposição dos restantes). “Mesmo antes do orçamento estar pronto, o PS disse que votava contra. Demonstrou não estar disponível para dialogar. Infelizmente, esta linha adotada pelo PS de Lisboa vai contra toda a tradição de moderação do partido”, criticou Carlos Moedas.

O edil lisboeta prometeu na reunião “mais 90 autocarros para a Carris”, "102 novas casas para jovens”, “60 câmaras de videovigilância” e referindo o aumento “em quase 50% das verbas para a higiene urbana”. Moedas acrescentou ainda que a CML vai reabilitar o Teatro Aberto para acolher os Artistas Unidos, que estavam sem instalações, e facultar uma nova sede à Academia dos Amadores de Música, promessa feita ainda em 2024.

Uma das promessas feitas por Carlos Moedas na reunião de 14 de janeiro, foi "102 novas casas para jovens”.
441 queixas por ruído noturno levam Moedas a proibir venda de álcool para consumir na rua

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