Presidente do SMAS de Almada explica a clientes a "gestão solidária e rotativa da rede": os picos de consumo
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada enviaram esta quarta-feira (8 de julho) uma nota informativa aos seus clientes a justificar as dificuldades na distribuição regular de água no concelho. No texto, assinado pelo presidente da instituição, explica-se a implementação de uma "gestão solidária e rotativa da rede", justificando que a medida surge na sequência de "picos de consumo" invulgares.
No comunicado, o líder da empresa municipal escreve que o atual período de temperaturas elevadas, a par do "aumento significativo da população sazonal" no concelho fez disparar o consumo de água para níveis insustentáveis com a estrutura atual.
De acordo com este responsável, a procura global nestes dias de calor tem sido visivelmente superior à quantidade de água que os serviços conseguem captar diariamente nos furos em atividade.
Para tentar equilibrar o sistema, a estratégia detalhada no documento prevê uma gestão rotativa que distribua as pressões por todo o concelho, tentando evitar que as mesmas localidades fiquem sem abastecimento de forma contínua.
Seis furos de captação prometidos
Luís Filipe Almeida Palma aponta a ativação de um novo furo de captação. "Prevemos a entrada ao serviço de outro novo furo até ao final de julho", pode ler-se na nota.
A administração diz ter ainda "mais três furos em fase de licenciamento" e "outros três em projeto".
À escala municipal, o presidente dos SMAS assegura que as equipas técnicas estão no terreno 24 horas por dia e que a autarquia já reduziu ao mínimo a rega de espaços públicos, tendo também suspendido as lavagens de ruas não essenciais.
O documento termina com um apelo direto à colaboração de todos os munícipes para "garantir a resiliência do sistema" de abastecimento.
Luís Filipe Almeida Palma, autarca da CDU nomeado para presidente dos SMAS por acordo com o PS da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, solicita ainda aos clientes que moderem a rega de jardins ou espaços verdes privados e que evitem quaisquer consumos não essenciais ou desperdícios ao longo deste período crítico.

