PR sustenta comunicação social fraca enfraquece as democracias

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu este domingo que uma comunicação social fraca enfraquece as democracias e que esse risco é "acrescido neste tempo de radicalismos", considerando o jornalismo uma arma para combater populismo.

Através de uma mensagem de abertura do Radiodays Europe 2021, divulgada aos vários órgãos de comunicação social, o chefe de Estado, dirigindo-se aos profissionais do setor da rádio, em grande parte jornalistas, fez um paralelismo entre uma comunicação social robusta e uma democracia fortalecida.

"Uma comunicação social fraca... Significa uma sociedade civil fraca e uma democracia fraca. Isso é um risco acrescido neste tempo de radicalismos, de imoderações, de chamados populismos, de movimentos inorgânicos, de reconstrução de laços sociais", sustentou.

O Centro de Congressos de Lisboa está a ser o palco desde sábado e até segunda-feira do Radiodays Europe, um evento anual que reúne profissionais e empresas da indústria da rádio.

O Presidente da República também recordou com "gratidão" o que deve "à Renascença nas várias ocasiões" em que passou por essa rádio.

"Tive a honra e o prazer de colaborar naquilo que é uma obra de dimensão e de relevância nacional. Por outro lado, porque a temática tratada é o mais atual possível: O futuro da comunicação social e, dentro dela, o futuro da rádio", completou.

O evento esteve previsto para março de 2020, mas foi adiado para este ano por causa da pandemia.

Portugal tinha apresentado a candidatura à realização desta conferência em 2018, que todos os anos tem um anfitrião diferente, em 2018.

Citados em comunicado, os grupos de rádio portugueses sustentam que este é "um momento especial" para acolher a conferência, já que durante a pandemia a rádio mostrou "resiliência e rapidamente voltou a valores de audiência globais que tinha no início de 2020, os mais altos dos últimos 15 anos".

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