Portugal vai adquirir antiviral da Pfizer, DGS avisa que não substitui a vacina

No final de janeiro, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, sigla inglesa) autorizou o uso de Paxlovid, o antiviral da Pfizer contra a covid-19 para tratar doença grave.

A diretora-geral da Saúde disse esta sexta-feira que Portugal vai adquirir o antiviral da Pfizer contra a covid-19, sem confirmar quantidades ou quando estará disponível em Portugal, mas sublinhou que o fármaco não substitui a vacina.

"Estão neste momento em curso os mecanismos para adquirir quantidades que não vou dizer porque estão a ser ajustadas diariamente", confirmou Graça Freitas, durante a conferência de imprensa em que o Governo anunciou a redução do número de centros de vacinação ativos.

Segundo Graça Freitas, Portugal já está a apresentar pedidos de reserva, através do Infarmed e da Direção-Geral da Saúde, mas a responsável não confirmou quando é que aquele medicamento vai estar disponível.

Questionada se o antiviral poderia substituir uma eventual quarta dose da vacina contra a covid-19, a diretora-geral sublinhou que "têm indicações totalmente diferentes".

"A vacina é um medicamento que é utilizado para, preferencialmente, prevenção primária. Este antiviral destina-se a alguns doentes, com determinadas características, e é para evitar a progressão da doença", explicou.

Quanto ao reforço da vacinação, Graça Freitas recusou ainda o termo "quarta dose" e justificou que, caso a vacina contra a covid-19 continue a ser administrada, será num regime seletivo e sazonal, semelhante ao da vacinação contra a gripe.

Atualmente, já receberam a dose de reforço mais de 5,9 milhões de pessoas, o equivalente a 85% da população elegível, faltando vacinar cerca de 950 mil pessoas, precisou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde na mesma conferência de imprensa, em Lisboa.

Questionado se Portugal teria um excedente de vacinas, uma vez que muitas pessoas não podem receber a dose de reforço por terem estado infetadas com a covid-19, António Lacerda Sales assegurou que as vacinas que não forem administradas não são desperdiçadas.

"As vacinas continuarão a ser utilizadas para doações ou para efeito de revendas, sendo este um mecanismo de aquisição também articulado em conjunto com a Comunidade Europeia. É esse o destino que damos às vacinas que estão em excedente", explicou.

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