Quem passar em frente à estátua equestre de D. José I, na Praça do Comércio, em Lisboa, verá uma iluminação azul. Nas noites desta sexta-feira, 6 de março, e sábado, 7 de março, a partir das 18h45, o local ficará iluminado para homenagear simbolicamente os agentes de segurança que morreram em serviço.A homenagem, intitulada Remembering Fallen Officers, é da Interpol, à qual Portugal se associa nesta iniciativa de caráter internacional. “Cada perda em serviço tem impacto nas famílias, nas instituições e na segurança das comunidades. Assinalamos o reconhecimento a todos os profissionais das forças de segurança que, dia após dia, assumem o compromisso de garantir a segurança e a proteção dos cidadãos”, destaca um comunicado conjunto enviado às redações.As forças de segurança destacam dois óbitos recentes de profissionais que “perderam a vida enquanto cumpriam o seu dever”. Um deles é o cabo da GNR Pedro Manata e Silva, de 50 anos, que faleceu quando a embarcação em que seguia foi abalroada por uma lancha de alta velocidade ligada ao narcotráfico.O outro é o guarda-principal Válter Canastreiro, vítima de um acidente na Ribeira de Caia durante a tempestade Kristin, no decorrer de um serviço de apoio à população. O profissional realizava esse serviço de forma voluntária durante o seu período de descanso.Em Portugal, a coordenação nacional da iniciativa é assegurada pelo Gabinete Nacional INTERPOL (NCB Lisboa), integrado no Sistema de Segurança Interna. A iniciativa conta ainda com o envolvimento da Polícia de Segurança Pública (PSP), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia Judiciária (PJ), bem como com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa (CML).amanda.lima@dn.pt.Militar de 24 anos morre em serviço no Regimento de Abrantes.Militar da GNR morre em colisão com lancha no Guadiana. Ministra garante "compromisso solene" do Governo para apanhar autores do crime