Portugal registou sete casos confirmados de sarampo este ano, seis dos quais em pessoas não vacinadas, e todos apresentaram uma evolução clínica favorável, anunciou esta quinta-feira, 21 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS).Os casos confirmados verificaram-se no Norte, em Lisboa e Vale do Tejo, no Alentejo e no Algarve em pessoas até aos 59 anos, segundo um comunicado da DGS sobre a situação epidemiológica no país.Três casos foram importados, sem cadeias de transmissão associadas, tendo sido ainda identificada uma cadeia de transmissão limitada, com dois casos secundários em contexto hospitalar, associados a um caso de origem desconhecida.Um caso adicional encontra-se sob investigação epidemiológica, sem evidência de transmissão associada, tendo a DGS garantido que monitoriza em permanência a situação epidemiológica na Europa e no mundo e assegura uma "comunicação de proximidade" com os profissionais de saúde em Portugal.Essa comunicação inclui alertas para a importância de manter um "elevado grau de suspeição perante todos os casos suspeitos" e para a necessidade da respetiva notificação, além da importância do aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação."A vacinação contra o sarampo sempre teve uma adesão elevada em Portugal, sendo um dos principais fatores para a eliminação da doença e para a prevenção de surtos", realça a DGS..No passado dia 9 de fevereiro, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças emitiu um relatório em que confirmou 7.655 casos de sarampo, em 2025, em 30 países da União Europeia, dos quais 21 confirmados em Portugal.Segundo os dados, cerca de metade dos casos em Portugal registaram-se em março de 2025, com a taxa de vacinação a atingir os 99% na primeira dose e os 96% na segunda. Na altura, a DGS adiantou à Lusa que os casos confirmados em Lisboa e Vale do Tejo e na região Centro foram importados ou associados a casos importados e cerca de metade ocorreu em pessoas não vacinadas.O sarampo é uma infeção provocada por um vírus e caracterizada por febre, tosse, conjuntivite, corrimento nasal e manchas vermelhas na pele.Transmite-se por contacto direto com gotículas infecciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra.Habitualmente a doença é benigna, mas, em alguns casos, pode ser grave ou levar à morte..Três casos de sarampo e mais de 500 contactos de risco em Beja