PJ deteve três suspeitos da morte da menina vítima de maus-tratos

Foram detidos a ama, o marido e a filha. São suspeitos dos crimes de ofensas à integridade física grave, rapto, extorsão e homicídio qualificado. A mãe e o padrasto de Jéssica, a criança que morreu na segunda-feira, saíram em liberdade depois de prestarem declarações na PJ de Setúbal.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve três pessoas suspeitas dos crimes de ofensas à integridade física grave, rapto, extorsão e homicídio qualificado da menina de três anos que morreu segunda-feira em Setúbal, alegadamente devido a uma dívida de centenas de euros da mãe da criança.

Os detidos são a ama que teve ao seu cuidado a criança que morreu na segunda-feira, o marido e a filha.

"Na sequência da morte de uma criança de três anos, ocorrida no passado dia 20 de junho, a Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal, localizou, identificou e deteve um homem, de 58 anos, e duas mulheres de 52 e 27 anos, por sobre eles recaírem fortes indícios da prática dos crimes de homicídio qualificado, ofensas à integridade física grave, rapto e extorsão", lê-se no comunicado da PJ, divulgado esta quinta-feira.

Os três detidos vão ser "presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação".

A mãe e o padrasto de Jéssica, a menina de três anos que morreu segunda-feira em Setúbal vítima de maus-tratos, também foram ouvidos durante a noite, mas saíram em liberdade das instalações da Polícia Judiciária de Setúbal.

A ama, que terá tido a menina a seu cargo durante cinco dias a pedido da própria mãe, foi a primeira a dar entrada nas instalações da PJ de Setúbal, cerca das 19:00, pouco antes de uma outra equipa da PJ trazer a mãe e o padrasto da vítima.

A ama, que terá tido a menina a seu cargo durante cinco dias a pedido da própria mãe, terá justificado os ferimentos que a menina apresentava com uma queda de uma cadeira, mas a PJ de Setúbal já dava como certo que a criança tinha sido sujeita a maus-tratos, mesmo antes da autópsia que foi realizada esta quarta-feira no Gabinete Médico-Legal de Setúbal.

Segundo disse esta quarta-feira aos jornalistas a avó da menina, Rosa Tomás, os sinais de maus tratos já seriam evidentes quando a mãe foi buscar a criança a casa da ama, na passada segunda-feira de manhã.

No entanto, só durante a tarde, a família terá alertado as autoridades de saúde, que mobilizaram para o local uma equipa de emergência médica do Centro Hospitalar de Setúbal. A criança foi assistida na casa da mãe e transportada ao Hospital de São Bernardo, onde foi sujeita a manobras de reanimação, mas não sobreviveu aos ferimentos.

O padrasto da menina também disse aos jornalistas que desconhecia que a criança tivesse estado cinco dias ao cuidado de uma ama, assegurando que a companheira, mãe da Jéssica, também lhe disse a ele que a menina estava numa colónia de férias.

Tanto o padrasto como a avó da menina garantiram, no entanto, que a mãe não tinha qualquer responsabilidade nos maus tratos infligidos à pequena Jéssica.

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