Em casos de tráfico de estupefacientes, a asfixia financeira é um dos métodos de combate a este tipo de criminalidade.
Em casos de tráfico de estupefacientes, a asfixia financeira é um dos métodos de combate a este tipo de criminalidade.Foto: Reinaldo Rodrigues

PJ arresta e apreende ativos no valor de 15 milhões de euros em investigações de criminalidade organizada

Imóveis, veículos, produtos financeiros, participações sociais estão entre os bens apreendidos, já no âmbito das novas regras da perda alargada de bens.
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Mais de 15 milhões de euros foram arrestados e apreendidos pela polícia em duas investigações de tráfico de droga. De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), entre os bens arrestados estão imóveis urbanos e rurais, veículos, participações sociais e produtos financeiros.

De acordo com comunicado divulgado esta segunda-feira, 7 de setembro, o arresto e a apreensão ocorrem no âmbito das novas regras da perda alargada de bens, que entraram em vigor na semana passada. Os 15 milhões de euros dizem respeito a dois casos distintos, nos quais a PJ procura "o apuramento da responsabilidade criminal dos arguidos, posteriormente acusados pelos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e branqueamento de capitais".

A Judiciária aponta que "as práticas dos crimes imputados aos arguidos geraram elevados proveitos económicos, conforme resulta da investigação desenvolvida". Em casos de tráfico de estupefacientes, a asfixia financeira é um dos métodos de combate a este tipo de criminalidade.

No primeiro caso, com cinco arguidos, "foi apurada a existência de vantagens patrimoniais ilícitas presumidas" no montante de mais de 25 milhões de euros. Foi determinado o arresto de 90 produtos financeiros, imóveis urbanos e rústicos e quatro veículos. Existia, segundo a Judiciária, "fundado receio de dissipação do património, comprometendo a efetividade da futura perda de bens a favor do Estado".

Ainda segundo a PJ, "alguns" dos arguidos estão em em prisão preventiva, foram acusados pelo Ministério Público. O processo está atualmente na fase de instrução, a correr termos no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

15 arguidos

Noutro caso detalhado pela PJ, o grupo é composto por 15 arguidos, que estão em fase de julgamento. "A investigação patrimonial permitiu identificar bens correspondentes a vantagens provenientes da atividade criminosa, ainda não apreendidos nos autos, bem como património incongruente suscetível de perda alargada", ressalta.

Foram realizadas oito buscas, das quais quatro domiciliárias e quatro não domiciliárias, que resultaram na apreensão de seis imóveis, sendo um estabelecimento comercial destinado a restaurante e quatro moradias, 27 veículos, duas participações sociais e oito produtos financeiros. A execução destas medidas foi assegurada pelo Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA).

amanda.lima@dn.pt

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