PJ detém sete homens de grupo suspeito de lesar empresas e entidades financeiras em 1,6 milhões de euros
Rui Coutinho/Global Imagens

PJ detém sete homens de grupo suspeito de lesar empresas e entidades financeiras em 1,6 milhões de euros

Os detidos tinham “diferentes níveis de intervenção na estrutura do grupo”, que executava a atividade criminosa de forma ininterrupta desde, pelo menos, o início de 2024.
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As autoridades policiais detiveram sete pessoas suspeitas de pertencerem a um grupo criminoso organizado que terá lesado empresas e entidades financeiras num montante já apurado de cerca de 1,6 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira, 30 de julho, a Polícia Judiciária (PJ).

As detenções foram realizadas no âmbito da operação “Alta Gama”, conduzida pela Diretoria do Sul da PJ em várias zonas do país e que “desmantelou um grupo criminoso organizado, especializado na aquisição de sociedades através de ‘sócios de favor’, com o objetivo de lesar empresas e entidades financeiras para obter enriquecimento ilegítimo”, informou a Judiciária num comunicado.

“As diligências decorreram em Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Guarda, Oliveira do Hospital, Albufeira, Quarteira e Vilamoura”, precisou a PJ, referindo-se à execução de 11 mandados de buscas domiciliárias e dois em estabelecimentos comerciais, que resultaram na detenção dos sete suspeitos e na sua acusação pelos crimes de associação criminosa, burla qualificada e branqueamento de capitais.

Os detidos, todos do sexo masculino, têm idades entre os 49 e os 63 anos e tinham “diferentes níveis de intervenção na estrutura do grupo”, que executava a atividade criminosa “de forma ininterrupta desde, pelo menos, o início de 2024”, enquadrou.

“O ‘modus operandi’ passava pela obtenção de financiamentos e mercadorias, além da aquisição de viaturas de alta cilindrada em regime de locação financeira. Estes veículos eram, posteriormente, ‘rematriculados’ no estrangeiro e revendidos a terceiros”, esclareceu.

A corporação policial estimou que, “até ao momento, os prejuízos patrimoniais apurados ascendam a mais de 1.600.000 euros”, mas esse valor pode vir a aumentar com o desenrolar do processo.

Além das detenções, foram apreendidas três viaturas, documentação diversa e cerca de 40.000 euros, numa operação em que a Diretoria do Sul da PJ contou com o apoio dos Departamentos de Investigação Criminal de Braga e da Guarda e das Diretorias do Norte e do Centro.

O processo é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro e os detidos vão ainda ser presentes em tribunal para serem submetidos ao primeiro interrogatório judicial e aplicação das eventuais medidas de coação, referiu ainda a PJ.

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